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Luiz Carlos Merten

05 Maio 2011 | 12h53

LOS ANGELES – Regis me cobra que continuo devendo a ele o post sobre `Cidadaoh Klein`, do Losey. Jah sei ateh o recorte do que quero falar, Regis. Losey sempre se referiu a `Mister Klein` como um filme sobre e contra a indiferenca e, neste sentido, ele era o primeiro a admitir que naoh era soh sobre a perseguicaoh aos judeus na Franca ocupada. Ele projetou neste filme, e no roteiro escrito por Franco Solinas, o horror de sua experiencia durante o macarthismo, que o levou ao exilio. Tantos calaram em Hollywood, naquela epoca… Mas o que realmente me interessa eh falar de `Cidadaoh Klein` como o mais `borgesiano` dos filmes e o barato eh que naoh se trata de uma adaptacaoph de Jorge Luis Borges,  embora tenha todos aqueles `labirintos`. Aguarda, cara, vou falar do filme, sim. Tadeu tambem me pede que fale do `Piratas do Caribe 4`. Tem um embargo, mas eh melhor do que o 3, sim, talvez naoh tenha tanto humor – a historia vai ficando sombria -, mas a entrada em cena de Penelope Cruz dah uma sobrevida ao Capitaoh Jack Sparrow de Johnny Depp e, inclusive, no desfecho, numa cena que muita gente nao viu, porque saiu durante os creditos, eh ela que prepara o caminho para o 5. Os tres primeiros filmes da franquia faturaram US$ 2,6 bilhoes no mundo todo. Naoh eh soh o monte de dinheiro que impressiona, eh a bilheteria como expressaoh do entusiasmo do publico por Jack Sparrow. Johnny Depp eh demais no papel, e aqui dah a impressaoh de estar ainda mais solto, no limite do cabotinismo, mas nunca cedendo a ele. A cena de que mais gostei no filme foi a das sereias, mulheres encantatorias e maravilhosas que seduzem os homens e, de repente, revelam seus dentes de predadoras. Todo esse episodio eh muito bem filmado e o romance entre o clerigo e a sereia, Serena, teve, para mim, a mesma carga romantica da ligacaoh de Thor com a personagem de Natalie Portman. O filme de Kenneth Branagh estreia somente amanhah nos States. Em toda parte – a capa de ontem do USA Today, o Calendar de hoje do LA Times -, outodoors na rua, todo mundo soh fala do australiano Chris Hemsworth, Sabia que jah conhecia o cara. Ele fazia o pai de Kirk, Chris Pine, no `Star Trek` de JJ Abrams, que eu adoro. Revi outro dia o filme de madrugada na TV. Cheguei em casa depois da meia-noite, estava comecando e eu naoh consegui desgrudar o olho. Kenneth Branagh, que estah sendo homenageado com uma retrospectiva de seus filmes na cinemateca da sala `egipcia` do Hollywood Boulevard – e estarah lah no domingo para um encontro com o publico, mas eu naoh poderei ir porque jah estarei em Paris -, disse que escolheu Hemsworth porque precisava de um cara que fosse como um `carvalho`, uma oak tree. Eh o proprio. Para carregar um machado daqueles, soh mesmo um carvalho. Um armario, sdomente, naoh daria conta do material.