Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

Cultura

Cultura » O Rio prepara sua festa

Cultura

As informações e opinões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Cultura

O Rio prepara sua festa

Luiz Carlos Merten

10 Setembro 2007 | 22h50

E o Festival do Rio começa a anunciar suas atrações. O evento que será inaugurado dia 20 por Tropa de Elite, o filme brasileiro do ano, de José Padilha, deve exibir os novos filmes de Woody Allen (Cassandra’s Dream), David Lynch (Inland Empire), Milos Forman (Sombras de Goya), Ermanno Olmi (Centochiodi), Michael Moore (Sicko) e o vencedor da Palma de Ouro deste ano, 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, do romeno Cristian Mungiu. Tem gente apostando que o próprio Tarantino vem mostrar Death Proof, que aqui vai se chamar À Prova de Morte. Essa meia-dúzia de atrações é uma insignificância, considerando-se que o festival deve exibir em torno de 300 filmes, até 4 de outubro. Além de todos aqueles nacionais que já foram listados aqui – e que integram a Première Brasil, maior vitrine do cinema brasileiro – , o Festival do Rio 2007 põe o foco na China (e apresenta o suntuoso A Maldição da Flor Dourada, de Zhang Yimou), homenageia o centenário de John Wayne com uma retrospectiva dedicada ao maior de todos os westerners e abre uma janela importante para a produção lusófona, incluindo um filme, Portugal S.A, assinado por um moçambicano que se fez brasileiro (e foi decisivo na fase do Cinema Novo), Ruy Guerra. A Mostra de São Paulo deve exibir na abertura O Passado, de Hector Babenco, com Gael García Bernal. O Rio traz o próprio Gael, que vem mostrar sua estréia como diretor, em Déficit. E ah, sim, Hairspray sobre o qual já falamos hoje, integra a seleção. Estou mais curioso em relação a Sleuth, o remake de Jogo Mortal, de Joseph Mankiewicz, com Laurence Olivier e Michael Caine, no começo dos anos 70. O próprio Michael, mais velho, divide agora a cena com Jude Law. Por que estou tão curioso? O original era um dos maiores filmes de Mankiewicz, o cineasta da palavra. Não tenho tanto apreço assim por Kenneth Branagh, que dirige a nova versão, mas creio que nem ele conseguirá estragar a obra-prima de Mankiewicz. A grande novidade é que o Rio incrementa este ano os seminários e vira um mercado para valer, nos moldes dos de Cannes e Berlim. Aguardem!

As informações e opinões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Encontrou algum erro? Entre em contato