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Luiz Carlos Merten

08 Dezembro 2006 | 16h41

Ainda o almoço da Warner. Tivemos uma prévia do que a empresa vai lançar no começo do ano que vem. A Warner começa 2007 (5 de janeiro) lançando o Diamante de Sangue, do Edward Zwick, com Leonardo DiCaprio, Jennifer Connelly e Djomon Hounsou, o ator de Amistad, do Spielberg. Podem me chamar de louco, mas eu que não gostei de Os Infiltrados, nem do DiCaprio nos três últimos filmes do Scorsese – Gangues de Nova York e O Aviador, os outros dois –, estou ‘nos cascos’, o que em gauchês quer dizer doido, para ver o Diamante. Gostei muito de O Último Samurai, filme anterior do Zwick, mais pelo personagem do japonês (Ken Takakura) do que pelo Tom Cruise e acho, pelo trailer, que o diretor vai repetir a dose – o público que for ver o Diamante atraído por DiCaprio vai descobrir que o filme é de Honsou (o que as imagens antecipam). Já vi o Flags of Our Fathers, que aqui vai se chamar A Conquista da Honra e entra em fevereiro, pertinho do Oscar (ao qual vai concorrer, com certeza). Fico arrepiado só de pensar na história daqueles três caras chamados a reconstituir a cena famosa da bandeira americana sendo erguida em Ivo Jima e que viraram heróis, a despeito deles mesmos. Tem uma cena, o cara que não agüenta a pressão e enlouquece, andando sem destino numa estrada, que vale sozinha toda a obra do Clint Eastwood e tudo o que ele sempre quis dizer, como autor, sobre a ausência de segundo ato nas vidas americanas. As imagens de Bem-Vindo ao Jogo, do Curtis Hanson, com Eric Bana e Drew Barrymore, as de Letra e Música, de Marc Lawrwence, com a Drew, de novo, e Hugh Grant rebolando num papel de cantor, também prometem, apesar das ambições diversas. E eu confesso que delirei com as cenas de 300, que o Zach Snyder adaptou do Frank Millar. Mais do que Sin City, do Robert Rodriguez, acho que vai ser 300 a transpor o visual dos comics para a telona. E eu gosto do Snyder. Acho Madrugada dos Mortos um filmaço, melhor do que os zumbis do George Romero. Só antecipo que Rodrigo Santoro vai colher novas pancadas. Para espicaçar (ou diminuir) Rodrigão, seus detratores dizem que ele quase não fala nos seus filmes ‘estrangeiros’. Agora vão dizer que, quando fala, ele não aparece, porque, pelo trailer, o novo astro de Lost está mesmo muito diferente, sob a pesada maquiagem como rei da Pérsia.