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O que é o mínimo?

Luiz Carlos Merten

08 Setembro 2014 | 08h39

RIO – Cá estou, desde ontem à tarde. Vim para ver, daqui a pouco, Rio Eu Ter Amo e fazer entrevistas com alguns diretores do novo filme da franquia Cities of Love. Tinha ontem a capa de hoje do Estado, a entrevista com Adrien Brody, pela minissérie Houdini, da A&E , que vai ao ar no fim do mês. Embora o espaço da capa fosse generoso, muitas questões ficaram de fora e a entrevisdta no portal está maior. Vi o novo Carlos Sorín, com trilha do filho dele, Nicolas. A Filha Distante, no original Dias de Pesca, é fiel ao projeto do aurtor, que gosta de narrar histórias íntimas. Essa é quase nada – tudo? Um homem de meia-idade, sob o pretexto de pescar no sul da Argentina, tenta se reaproximar da filha. O diretor não explica o que os afastou – um problema com a mãe -, mas permanece o ressentimento. Achei bem bonito – outro filme, como De Menor, inconclusivo. E gosto como Sorín, contando essas histórias ‘pequenas’, encomenda ao filho partituras ‘grandes’, românticas. Nos últimos dias tenho lido, com imenso prazer, os ensaios que compõem o catálogo da retrospectiva da empresa Titanus, em Locarno, presente de meu amigo Eduardo Valente. Tenho viajado nas lembranças. Luchino Visconti, Valerio Zurlini e também Carlo Ludovico Bragaglia, Steve Reeves e Sergio Corbucci. Chris Fujiwara, autor de um livro seminal sobre Otto Preminger, resgata o grande Corbucci e situa em pepluns como Romulo e Remo a origem do spaghetti western. Esses diretores fizeram parte da minha vida, da minha infância e adolescência. Nada me alegra mais do que vê-los resgatados do desprezo a que a crítica – os críticos – os condenara.