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O que é isso, companheiros?

Luiz Carlos Merten

10 Dezembro 2006 | 14h01

Ando indignado há dias, mas deixava sempre para protestar depois. Os dias foram passando – é hoje. É impressionante o que está ocorrendo no SBT. Nesta área de variedades, é sempre meio folclórico falar da forma como mega-empresários tipo Sílvio Santos administram suas empresas. É uma coisa familiar, muito pouco profissional. Ele põe e tira programas no ar, altera a grade de programação, faz o diabo. Afinal, a empresa é dele – mas a concessão é pública e deveria haver um pouco mais de respeito pelo público e pela própria comunicação, já que, teoricamente pelo menos, o SBT é uma empresa de comunicação. Houve tempo em que se dizia que o SBT existia para vender o Baú da Felicidade. A coisa mudou, mas, pelo visto, não tanto. Sílvio Santos demitiu não sei quem e há mais de uma semana que a gente tenta, mas não consegue saber os filmes que o SBT vai exibir. Como conseqüência, a coluna de filmes na TV, do Estado, tem privilegiado quase que só a Globo. Sei não, mas acho que há uma crise generalizada no SBT, que sonhava conquistar a audiência da Globo e foi perdendo até o segundo lugar, para a Record, que anda cada vez mais firme e forte. A própria Record não irá longe, se continuar agindo feito o SBT. Há duas semanas, a grade de filmes da emissora também virou uma bagunça e os títulos ou não são divulgados ou chegam muito tarde à redação. Na edição de amanhã do Estado não está o filme da Record, como, pelo visto, também não estará o de terça, se não for anunciado logo. Na semana passada foi a mesma coisa. Mas, afinal, essas empresas não são de comunicação? Podem fazer isso impunemente? Não existe uma Abert para cobrar atitude – e defender o consumidor?