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Luiz Carlos Merten

14 Maio 2008 | 12h01

CANNES – Na seqüência da coletiva de ‘Blindness’, houve a do júri presidido por Sean Penn. É um júri bacana, bem internacional – além de Sean, nele estão Alfonso Cuarón, Jeanne Balibar, Marjane Satrapi, Natalie Portman, Alexandra Maria Lara, Sergio Castelito, Apichatpong Weerasethakul e Rachid Bouchareb. Natalie e Sean foram cobrados se estão apoiando Barack Obama e ele, em especial, disse que, embora não tenha dado seu apoio formal ao candidato, acredita que Obama esteja inaugurando uma nova era. Obama vem de encontro ao que os EUA querem depois do horror da era George W. Bush – que Sean Penn comparou à burrice, à insensibilidade e ao mal – e, neste sentido, Sean acredita que seja a eleição mais importante das últimas décadas, a mais importante de que já participou, como eleitor. M. le président foi elegante até quando perdeu a paciência. Um jornalista quis saber se não é complicado ‘julgar’ o novo filme de Clint Easytwood. Afinal, foi trabalhando com ele – em ‘Sobre Meninos e Lobos’, ou ‘Mystic River’ – que Sean Penn ganhou seu Oscar. Sean disse que uma suspeita dessas é ofensiva, mas como o cara havia sido elegante, sem fazer a pergunta de forma ofensiva, ele também ia tentar ser. Clint, disse, faz filmes desde os anos 60 e só o chamou para um. Sean o admira (muito), mas como pode se sentir comprometido? Seu laço com Clint não é maior do que com outros diretores com quem trabalhou (ou respeita). E, depois, não se trata de ‘julgar’. Ninguém, no júri, é juiz. A premiação virá como reconbhecimento aos filmes que mais seduzirem Sean Penn e seus amigos. Ah, sim, Henri Béhar, que fez a apresentação do júri, disse que Natalie Portman acaba de concluir sua estréia como diretora. Ela não objetou, sinal de que é verdade. Achei que vocês iam gostar de saber.