Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

Cultura

Cultura » O prazer da Mostra

Cultura

Luiz Carlos Merten

19 Outubro 2006 | 12h12

Ontem corri tanto que não tive tempo de postar nada. Mas houve um motivo. Estava correndo preparando as matérias da Mostra (a capa de hoje do Caderno 2) e também porque viajei no meio da tarde, a convite da Columbia. Estou agora em Londres, num ciber café perto da Victoria Station. Daqui a pouco vou ver Stranger than Fiction, o novo filme de Marc Foster, diretor do ótimo Em Busca da Terra do Nunca, e amanhã entrevisto Will Ferrell, Dustin Hoffman e Emma Thompson. Domingo espero estar de volta a São Paulo para iniciar minha maratona da Mostra, mas não podia deixar de aproveitar a chance de falar com Hoffman e Thompson, já que Ferrell já entrevistei (e ele foi ótimo, falando de sua participação no musical Os Produtores). A Mostra começa hoje para convidados e portadores de permanentes, que o próprio Leon Cakoff afirmou serem minoria entre os frequentadores do evento (menos de cinco por cento). A sessão inaugural será formada pelo curta Quero Ser Piloto, que a Flávia Guerra viu e achou o máximo, e pelo documentário Os EUA COntra John Lennon, que o Zanin (meu colega Luiz Zanin Oricchio)viu em Veneza e também recomenda. Amanhã, começa para o público, que vai ter de desdobrar para ver, em 15 dias, pelo menos uma parte de 420 filmes, de 44 países, selecionados para comemorar uma edição tão especial – afinal, a Mostra completa 30 anos. Logo no primeiro fim de semana estarão sendo exibidos todos aqueles filmes que postei outro dia. Não vale a pena correr muito para ver Os Infiltrados, de Martin Scorsese; Volver, de Pedro Almodóvar; e O Bom Ano, de Ridley Scott, que vão estrear em seguida. Priviligie os miuras e os filmes da retrospectiva do cinema político italiano. E desculpe pelos erros de digitaçao, porque alem da pressa estou redigindo este texto num teclado que tem um portugues enjambrado. A curiosidade, mas isso eu falo na volta, é que hoje também começa aqui o Festival de Londres, que põe o foco no cinema africano. Terei, portanto, muitas novidades ao voltar. Abraco…