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Luiz Carlos Merten

16 Junho 2010 | 14h58

Mais uma de Clint, quer dizer mais um post, agora indireto. De novo quando mapeei a carreira de Super Clint, com certeza me lembrei mas não sei se cheguei a falar sobre ‘A Marca da Força’, que assinalou seu retorno aos EUA, após a permanência na Itália – e a transformação em astro nos spaghetti westerns de Sergio Leone. Antes de iniciar a parceria com Don Siegel – e fazer ‘O Desafio das Águias’, aventura de guerra que adoro (e que Tarantino viu antes de fazer ‘Bastardos Inglórios’, estou seguro) -, Clint estrelou o western de Ted Post, sobre pistoleiro salvo da força, no limite, mas que conserva a marca da corda no pescoço e parte para se vingar. Ted Post fez mais televisão do que cinema, mas isso não é motivo para que seja esquecido. Acho que ele era um diretor bem interessante e, com Joseph Sargent, subestimado. Há tempos ando com vontade de fazer este post, sem trocadilho, sobre Ted. Seus westerns são bons, o melancólico ‘Assassino Covarde’ e o violento, põe violento nisso, ‘Hang ‘Em High’, que é como se chama ‘A Marca da Forca’ no original. Mas o título de nobreza da carreira de Ted Post é ‘Go Tell the Spartans’, que não está longe de ser o melhor filme sobre a Guerra do Vietnã, mas foi totalmente ofuscado por filmes  mais ambiciosos (e badalados), embora não necessariamente tão bons, quanto ‘O Franco Atirador’, de Michael Cimino, e ‘Apocalypse Now’, de Francis Ford Coppola, que lhe foram contemporâneos (entre 1976 e 79). Confesso que me perdi na jogada. Achava que ‘Go Tell’ nem tivesse sido lançado no Brasil, mas foi, com o título de ‘Inferno sem Saída’. Sabia da fama do filme, mas só o assisti uma vez, na TV norte-americana, durante uma dessas junketts. É impressionante. Craig Wasson faz o recruta que se alista e vai para a guerra para saber como é. Sua última frase é alguma coisa como ‘é um inferno’, dita em 1964, mas no ano da ficção ninguém prestaria atenção nisso, porque a guerra estava sendo intensificada por Lyndon B. Johnson. burt Lancaster faz um comandante cínico, recrutas e oficiais matam a torto e a direito, mas a carnificina faz sentido e, no final, o inexperiente Wasson, batizado de sangue, reflete sobre o inferno da guerra como poderia ter dito ‘o horror, o horror’, que fecha a ópera bélica de Coppola. Não sei, sinceramente, se “Inferno sem Saída’ foi lançado em DVD no País (acho que não), mas seria interessante se fossem, quie sabem os meios, fossem à caça do filme. Lembvrei-me agora. Ted Post incursionou pela série do ‘Planeta dos Macacos’. Fez o 2, ‘De Volta ao Planeta dos Macacos’, que ainda é bom, ‘quase’ como o original e olhem que sou fãzaço da ficção científica de Franklin J. Schaffner.