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Luiz Carlos Merten

30 Maio 2009 | 08h49

Não pude ir ontem à noite à inauguraçção do Marabá PlayArte, ou será o inverso – PlayArte Marabá? Minha colega Regina Cavalcanti estava de aniversário (na quinta) e saímos para jantar à noite, um pequeno grupo do ‘Caderno 2’. Estopu louco para ver o conjunto de salas na esquina mais famosa de São Paulo – Ipiranga com São João – e espero, não apenas que o empreendimento dê certo como ajude a revitalizar toda aquela área. O novo Marabá fica ao lado do Brahma, que também se ampliou e tomara que toda aquela área ganhe impulso. Em frente, o Ipiranga também clama por uma segunda chance e, na Conselheiro Crispiniano, existe o Marrocos. Descendo mais um pouco, na mesma Crispiniano – acho que mantém o nome – em frente ao Largo Paissandu, existe mais um cinema cujo nome não lembro, mas foi onde Luiz Alberto Pereira filmou a cena em que Matheus Nachtergaele leva o filho para assistir ao filme de Mazaropi em ‘O Tapete Vermelho’. Nestes 20 anos em que estou na cidade – desde o final de 1988 – muito frequentei o Marabá, que serviu de palco para pré-estreias memoráveis. Lembro a de ‘O Silêncio dos Inocentes’, de Jonathan Demme, que se realizou no mezanino, já tão grande e era uma das maiores salas de São Paulo. Nos últimos anos, acompanhei penalizado a decadência do Marabá, mas não deixei de ir, de vez em quando à sala. Numa das últimas vezes, passava um desses filmes bem barulhentos, acho que ‘Velozes e Furiosos’ não sei-qual-é-o-número, aquele com Paul Walker e Eva Mendes (ela, infiltrada na quadrilha de um traficante de Miami; a ação termina numa perseguição de carro e lancha). Estava sentado na ponta da fileira e, de repente, tomei um susto. Tinha uma ratazana que parecia um gato, de tão grande – um gatinho – e o bicho me olhava, sentado no corredor. Coisa mais horrorosa. Depois daquele dia desisti, mas estou louco para conferir como ficou o desenho do novo cinema, com suas múltiplas salas. Só não escolhi que filme ver. Acho que vai ser ‘Uma Noite no Museu 2’, embora tenha pré-estréia de ‘A Mulher Invisível’, a comedia de Cláudio Torres com Selton Mello e Luana Piovani que todo mundo me assegura ser engraçadíssima. Mas a dona Elda, de cara, já poderia ter feirto um agrado aos cinéfilos, lançando, enfim, ‘Two Lovers’. Liguei na quinta para a assessoria da PlayArte e me informaram que a estreia – enfim! – será em julho. Aguardem porque sertá um dos grandes filmes do ano e os românticos, então, vão lavar a alma. Grande James Gray. Depois dos thrillers poderosos, sua incursão pelo romance é qualquer coisa. E o Joaquin Phoenix, dirigido por ele, é um dos maiores atores do mundo.