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Luiz Carlos Merten

18 Setembro 2006 | 13h54

Com estréia em São Paulo marcada para dia 29, Eu Me Lembro, de Edgard Navarro, não entra em todas as praças porque dia 3 estará sendo exibido no Festival do Rio, integrando a Première Brasil, grande vitrine do cinema brasileiro. Tenho o maior carinho pelo filme, tendo feito parte do júri que, em Brasília, encheu Navarro de Candangos. Nunca falei com ele e até confesso que pensei comigo – quem este Navarro pensa que é para dar uma de Fellini, fazendo o seu Amarcord? Bom, o pensamento durou só até que eu começasse a ver Eu Me Lembro, porque, a partir daí, me entreguei ao filme. Revi Eu Me Lembro hoje de manhã. Não sei se eu posso dizer que gostei mais ainda porque já havia amado na primeira vez. A história de um menino que atravessa o Brasil dos últimos 50 anos até virar diretor, tem muito de confessional do Navarro, mas também é geracional e universal. E ele relembra tudo – a família, a descoberta do sexo, a ditadura, o desbunde – com emoção mas sem saudosismo Os ganhos e as perdas o levaram a virar o artista em que se transformou. Eu Me Lembro. Guarde o título. Dia 29 nos cinemas de São Paulo. Dia 3 no Festival do Rio.

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