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Cultura » O ‘meu’ Godard

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Luiz Carlos Merten

31 Maio 2008 | 18h35

Finalmente sei o que vocês acharam do novo ‘Indiana Jones’, mas quero rever o filme antes de acresdcentar novo post sobre o assunto. Não sei se o problema é no blog, mas estou numa lan house aqui do Centro e tive a maior dificuldade para acrescentar o post anterior. Quando salvava, ele desaparecia. Redigi duas vezes, antes de garantir no Word, burro que sou. Mas, vamos lá. Somente há pouco, ao conferir horários e salas de filmes que ainda quero ver – ‘Príncipe Caspian’ e ‘O Dragão da Maldade…’ -, descobri que ‘O Desprezo’ era o programa de hoje da sessão Cineclube, no Espaço Unibanco. Gosto muito de ‘Viver a Vida’ e ‘JLG por JLG’, mas acho que se tivesse de escolher um só filme de Godard seria ‘Le Mépris’. Num certo sentido, é o filme mais paradoxal da carreira dele. Godard trabalhou com roteiro, adaptando um livro (de Alberto Moravia), num esquema rígido de produção – patrocinado pelos norte-americanos – que implicava em cumprir prazos e respeitar orçamentos, tudo o que ele detestava. Ainda havia o elenco de astros e estrelas, não a ‘turma’ de sempre, e as dificuldades naturais em orquestrar uma equipe internacional. Tudo isso poderia ter dado errado, mas deu super certo. E eu sempre achei o máximo aquela piada. Contratualmente, Godard tinha de colocar a b… da Brigitte no filme. Vocês se lembram da cena? Ela está nua, de bruços, mas as nádegas mesmo não aparecem. Estão cobertas por um livro, em cuja capa se lê – ‘Entrez sans frapper’ (Entre sem bater). Não é genial? Por hoje, ou por agora, chega. Vou ao cinema.

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