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Cultura » O lado escuro (ou oculto?) da Lua

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Luiz Carlos Merten

19 Junho 2011 | 23h32

RIO – Cá estou no Rio, desde ontem. Hoje pela manhã, integrei o grupo de jornalistas – do Brasil e da América Latina – que assistiu à première internacional de ‘Transformers 3’, de  Michael Bay, em presença do diretor. Passei o dia correndo e nem tive condições de dar notícias. Gostei, mas sou suspeito. Ninguém entende, às vezes nem eu próprio, como consigo gostar da série. Os 10 ou 15 minutos iniciais são magníficos e a entrada em cena da nova namorada de Shia Labeouf, quando a câmera a segue, nua (ou quase), subindo uma escada em direção à cama do amado, já entrou para a história, mas o que mais me impressiona é justamente o que deve irritar a alguns coleguinhas. Como Michael Bay consegue fazer um filme inteiro baseado na ideia do movimento? Filme, para o cinemão, é movie. A câmera está sempre se mexendo e quando – raramente – ela para, o movimento continua dentro do plano, em gestos, palavras, modulações de voz. Ou seja, é como se, beyond a parafernália, Bay adotasse os procedimentos de Manoel de Oliveira para dinamizar seus filmes parados. Amanhã converso com o diretor. Espero colocar o problema para ele. Hoje, depois de dias parado, diverti-me muito reencontrando amigos brasileiros (André Miranda, Ana Paula Souza) e conhecendo jornalistas estrangeiros como um repórter da TV colombiana, com quem Ana Paula e eu ficamos de papo. Só para constar – a junkett internacional de ‘Transformers 3’ será em Moscou, para onde viajam, acho que amanhã mesmo, depois das entrevistas, Michael Bay e seus atores (Josh Duhamel e Rosie Huntington).  Não resisto a uma breve observação. Como, um filme sobre máquinas (mas não é só isso), pode ter espaço para o brilho de atores como Frances McDormand e John Turturro? As cenas deles são um regalo, constituem-se num filme à parte.

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