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Luiz Carlos Merten

07 Abril 2008 | 14h07

LOS ANGELES – Soh agora fui ver o comentario do Bruno sobre o centenario de Bette Davis, no sabado. Se ela merece um post? Pelamor de Deus, Bruno. Li o teu comentario somente depois de acrescentar o post sobre Charlton Heston e os dois eram da mesma estirpe. Bette, Heston, Katharine Hepburn, John Wayne. Mitos, icones, lendas. Naoh sou nostalgico e muito menos vivo do passado, mas em determinados momentos tenho de acreditar, como diz Gloria Swanson, alias Norma Desmond, em `O Crepusculo dos Deuses`, de Billy Wilder, que os filmes ficaram pequenos para personalidades como a dela. Olha que gosto muito de grandes atores da atualidade, mas peguem, por exemplo, o Daniel Day-Lewis, que ganhou o Oscar deste ano por `Sangue Negro`. Alguem consegue imaginar o Daniel sendo amarrado ao cavalo de Rodrigo Diaz de Bivar para a ultima cavalgada do Cid? Soh se fosse numa versaoh Casseta e Planeta do epico de Anthony Mann. Mas vou ficar devendo o post sobre Bette. Aqui em Los Angeles, sem acentos (nem til…) vou postar soh o essencial para me manter vivo para voces. Na volta, posto sobre a Bette. E tambem sobre um Fritz Lang que comprei baratissimo, por R$ 7,90, numa loja ali na lateral do Theatro Municipal, `Rancho Notorious` (O Diabo Feito Mulher), com Marlene Dietrich. Esta era outra da estirpe dos grandes. Pensando bem, embora tenha sido a vitima em `All about Eve`, de Joseph L. Mankiewicz, Bette esculpiu sua fama como `a malvada`, que foi o titulo brasileiro daquele classico, mas a malvada em questaoh era outra, Anne Baxter. Bette, como Marlene, era um diabo de mulher.