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Luiz Carlos Merten

05 Fevereiro 2007 | 10h54

Embarco amanhã para Berlim e ainda não comentei grande coisa sobre a seleção deste ano, que inclui quatro filmes brasileiros (O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, concorrendo ao Urso de Ouro e outros três, Antônia, Deserto Feliz e A Casa de Alice, distribuídos por mostras paralelas). Mas, em resumo, ainda não vai ser agora que vou falar de Berlim. Fui pesquisar alguma coisa no site (www.berlinale.de), mas não consegui entrar. Buscando em outras fontes, descobri que O Baixio das Bestas, do Cláudio Assis, acaba de ser premiado (ontem) em Roterdã. Ganhou o Tiger. Faço minhas restrições ao filme anterior do Cláudio, Amarelo Manga (mesmo gostando muito do final), mas estou louco para ver O Baixio. Desde o Festival de Tessalônica, anterior ao de Brasília, no qual O Baixio concorreu, ouvia o José Carlos Avellar me dizer duas coisas – 1) que o filme é a mesma coisa de Amarelo, mas muito diferente: e 2) que também é muito mais maduro, do ponto de vista do cinema. Avellar e eu entramos muitas vezes em rota de colisão, mas ele é daquelas pessoas em quem confio, independentemente de compartilhar seus pontos de vista (ou não). Ainda não vi O Baixio por falta de cópia, é o que vive me dizendo o Jean-Thomas, da Imovision, que vai fazer a distribuição. Agora, fiquei com mais vontade ainda, mas terá de ser pós-Berlim, lá por março.