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Luiz Carlos Merten

27 Fevereiro 2012 | 03h13

Apesar da tristeza que me produziu a morte de Erland Josephson, estou feliz da vida com a vitória de ‘O Artista’ no Oscar. Michel Hazanavicius fez história como diretor do primeiro filme de país de língua não inglesa (estrangeiro) a vencer na categoria principal. Dava como certa a vitória de Viola Davis como melhor atriz porque ela venceu o prêmio do sindicato dos atores, por ‘Histórias Cruzadas’, mas o triunfo de Meryl Streep, pela ‘Dama de Ferro’, é de aplaudir de pé, como ela foi. Gostei do prêmio de roteiro original para Woody Allen (‘Meia-Noite em Paris’) e do de melhor filme estrangeiro para Asghar Farhadi, do Irã, por ‘A Separação’. ‘Hugo Cabret’ e ‘O Artista’ tiveram o mesmo número de prêmios cada – cinco -, mas Scorsese somou prêmios técnicos e Hazanavicius ficou com o filé. Adorei a vitória de Jean Dujardin, que perdeu na França, nesta semana, o César, prova de que santo de casa não faz milagre. Ao contrário da Itália, do Japão e da Suécia, que ganharam seus prêmios da Academia com grandes diretores (Fellini, Kurosawa, Bergman etc), a França ganhou seus Oscars de filmes estrangeiro com diretores medianos. O próprio Hazanavicius não era, até aqui, um grande diretor. Na entrevista que me deu, ele reconheceu isso e admitiu que o Oscar poderá marcar um tournant em sua carreira. Disse isso antes de vencer. Espero que tenha sido sincero e, de qualquer maneira, torcia pelo ‘Artista’. Era the best. Ainda estou na redação do ‘Estado’. Acabamos de fechar a capa do ‘Caderno 2’ de segunda. Daqui a pouco tem mais. E eu prometo voltar ao blog.

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