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Nomes, nomes, nomes

Luiz Carlos Merten

01 Março 2018 | 20h09

Tenho o maior respeito por Vicente Amorim e admiro seu metiê, mas confesso que não consegui gostar de seu novo filme, sua inclusão – tríplice – pelo cinema de gênero. Motorrad é um filme de estrada, de motos e de terror. Tem sua plasticidade, mas estou passando. O que me aborrece é ter errado o título de Corações Sujos, que me saiu, no texto do impresso, Corações Valentes quando fui citar os filmes anteriores do diretor. Corações Valentes! Como os samurais de Amorim (e Fernando Morais, autor do livro) foram parar na revolta do escocês William Wllace contra os ingleses, no século 13, no longa de Mel Gibson vencedor do Oscar? Ó, céus. Em matéria de nomes, sou rei de me criar problemas. Já escrevi, mas repito. Leslie Manville, indicada para melhor coadjuvante por Trama Fantasma, pode (e vai) perder o Oscar da categoria, mas é a melhor atriz de toda essa edição do prêmio. Leslie, Leslie, Leslie. Bastaria ter pesquisado. Ontem, ao chegar no CineSesc para a apresentação da retrospectiva de Luchino Visconti, lembrei-me dela. Leslie era, é, atriz de Mike Leigh! Another Year, Segredos e Mentiras, Vera Drake, Mr. Turner. Posso não ser um grande fã de Leigh, mas se há uma coisa que não sou louco de subestimar é sua capacidade como diretor (e formador) de elencos. E Leslie é fantástica.