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Luiz Carlos Merten

12 Setembro 2009 | 11h36

Olá! Dois dias sem dar notícias… Cheguei ontem pela manhã a São Paulo, depois de passar a véspera (quinta-feira) entre vôos de aviões e uma diferença de horário que fez sumirem 4 horas do meu dia. Cheguei e já vim para o jornal, pois tinha matérias para redigir. À tarde, corri ao Museu do Cinema, na Aclimação, para uma entrevista sobre a 2ª Guerra no cinema, para o programa Observatório da Imprensa. Não sei que dia irá ao ar, mas acho que vai ser bacana. Não conhecia o espaço. O Museu do Cinema foi herdado por Marco Antônio B. Vituzzo de seu pai e o velho conseguiu imprimir o gene da loucura pelos filmes ao filho. Nunca vi tanta traquitana junta de cinema, nem no Museu da Cinemateca Francesa. Marco Antônio tem investido até o que não tem na manutenção daquele patrimônio e sei lá direito por quê – preciso entrevistá-lo –, ele não consegue licença da Prefeitura para transformar aquilo num museu de verdade, aberto ao público. Tocou-me muito um pôster, entre os milhares que lá estão. É sobre o lançamento de ‘Hiroshima, Meu Amor’, não sei se nos EUA ou na Inglaterra, mas é num país de língua inglesa. Deveria ter anotado o nome do cara, acho que é Paul Beckley, mas tem uma inicial no meio (V.?). Ele é do ‘Herald Tribune’ e cunhou uma frase genial – ‘Daqui a 50 anos, este filme será clássico e tão novo como está sendo hoje’, alguma coisa assim. Completam-se em 2009 50 anos da nouvelle vague, movimento do qual o filme de Alain Resnais foi um dos arautos. O tal Beckley estava certo. Ele sacou tudo. Que coisa!