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Luiz Carlos Merten

30 Julho 2010 | 11h29

RIO – Brincadeirinha, mas cá estou, desde ontem. Vim para a estreia carioca, à noite, de ‘Calígula’, a peça de Albert Camus que meu amigo Dib Carneiro traduziu e Gabriel Villela dirigiu. Parte do elenco original foi mudada e ainda não tinha visto o novo ‘Calígula’. O primeiro ato ficou mais racional e eu até comentei com o Dib – esse pessoal (a plateia de convidados) não dá conta disso, não. Dito e feito. Quando a montagem fica mais circense e os atores assumem os ‘clowns’, as pessoas se sentiram mais em casa, mas riram demais, tentando transfrormar Camus em besteirol, o que é crime de lesa-arte. Tiagão – Tiago Lacerda – fez autocrítica e disse que estava ‘frio’ na noite de ontem. Mas o cara é poderoso em cena e segura a força do texto, ‘cuspindo’, literalmente, o verbo camusiano. Deus – que Camus era um grande frasista! Depois, fomos jantar num restaurante do Leblon e chegou a equipe de ‘400 contra 1’, que teve pré-estreia ontem num cinema da rede Severiano Ribeiro. Estavam todos – o diretor Caco Souza, Daniel de Oliveira, Branca Messina etc. O filme encerrou Paulínia e não sei como foram as reações por lá, mas sinto que ‘400’ deve provocar polêmica. O filme passa uma euforia da criminalidade – nos assaltos a bancos – e olha ‘de dentro’ o surgimento do Comando Vermelho, sem uma condenação pura e simples. Aguardem.

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