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Luiz Carlos Merten

31 Julho 2008 | 15h38

Maykon diz que gostou do final impactante de ‘Era Uma Vez’ e quer saber qual era o final originalmente previsto pelo diretor Breno Silveira e sua roteirista, Patrícia Andrade. Eles não mudaram o fim do filme para agradar a nenhuma platéia. O filme terminava como termina ‘Romeu e Julieta’, com a morte dos jovens amantes. Mas como isso selava um abismo inconcliável entre o morro e o asfalto, Breno queimou as pestanas para achar uma solução. Sem renegar o que havia feito, ele queria abrir uma porta. Foi o que lhe pediu sua mãe. Quando Breno mostrou o filme para ela, a boa senhora, que não conheço, perguntou – ‘Meu filho, o que você fez? Este pessimista, desesperançado, não é você.’ Saiu este final lindo que, na verdade, é um acréscimo ao original. Sobre ‘Era Uma Vez’, pedi ontem informações ao escritório da Lia, da Cinnamon, que faz assessoria para a Sony, que distribui o filme do Breno. Sabendo que ‘Batman’, em dez dias, ultrassou a barreira de 2 milhões de espectadores – 2,1 milhões no domingo passado, para ser exato -, me interessei de saber como andava o ‘Era Uma Vez’, mesmo tendo consciência de que não era páreo para o cavaleiro das trevas e até o Breno sabia que dificilmente iria emplacar outro mega-sucesso como ‘2 Filhos de Francisco’. Defendi com paixão o ‘Francisco’ – será que o Paulo Santos ia achar que o filme também não precisava de mim? -, mas tenho um carinho todo especial pelo ‘Era Uma Vez’. Aquele final me toca de uma maneira muito profunda. Pois bem – o filme fez 54 mil espectadores no primeiro fim de semana. Foi bem no Rio, com a média de 900 espectadores por cópia, mas despencou em São Paulo e Brasília. Que tal dar uma levantada no ‘Era Uma Vez’? Não é favor… O filme merece.

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