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Luiz Carlos Merten

17 Setembro 2008 | 11h34

Citei, no post anterior, o nome de Topol, o Galileu de Joseph Losey e o violinista no telhado de Norman Jewison, e me lembrei que desde o final de semana estou querendo acrescentar um post sobre dois filmes que vi na TV paga. Um deles, com Topol, foi ‘007 Somente para Seus Olhos’, de John Glen, com Roger Moore e Carole Bouquet, de 1981 O filme é quase sempre considerado um dos melhores da série com James Bond. Depois de muitas aventuras até no espaço, 007 voltou a um plano mais ‘realista’ – tanto quanto a série consegue ser. Leonard Maltin compara ‘Somente para Seus Olhos’ ao minimalismo das primeiras aventuras do herói, que vai parar na Grécia (e eu ainda estava com a ilha de ‘Mamma Mia’ na cabeça), Confesso que tinha uma memória agradável de ‘Somente para Seus Olhos’ – e sempre achei divertido o desfecho em que 007 apronta uma peça para a então primeira-ministra Margaret Thatcher, fazendo com que a Dama de Ferro dialogue com um papagaio -, mas ao revê-lo fiquei o tempo todo me lembrando de uma discussão aqui no blog. Houve gente que achou ‘Batman – O Cavaleiro das Trevas’ mal decupado. Bom, em termos de decupagem, nunca vi nada mais horrível do que ‘Somente para Seus Olhos’. As cenas nunca me pareciam ter a duração necessária. Em geral, eram curtas demais, o que meio que truncava a narrativa, por falta de planos. Que coisa mais esquisita. Não sei se foi por isso, mas, na seqüência, troquei de canal – estava zapeando – e caí em ‘Quando o Amor Acontece’, que já havia começado. Achei o filme, que não me lembrava ter sido dirigido por Forest Whitaker, muito bonitinho. Sandra Bullock – onde anda ela? – volta para a cidade em que nasceu após levar o pé do marido em cadeia nacional. Ela era superconfiante em si mesma, agora perdeu o brilho. Achei as cenas de Sandra com sua mãe, interpretada por Gena Rowlands, muito intensas e a morte da mãe, com a reação que provoca na protagonista, não é coisa corriqueira nas comédias românticas de Hollywood. E a filha dela, a menina de óculos – a quatro-olhos, como é chamada -, não é a Abigail Breslin de ‘Pequena Miss Sunshine’? Achei o filme muito delicado, até as cenas com Harry Cornick Jr., que nunca foi exatamente um Frank Sinatra, me pareceram possuir uma qualidade humana. Agradável surpresa.

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