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Luiz Carlos Merten

24 Março 2011 | 17h53

Na tvestadao.com.br, logo no primeiro link, Destaques, você encontra a chave para a gravação que Luiz Zanin e eu fizemos ontem sobre Elizabeth Taylor. Não tenho paciência de me ver, mas creio que ficou bom. Sugiro que deem uma olhada. Sobre Taylor, o canal TCM exibe, a partir das 16 horas, uma extensa programação no sábado, basicamente filmes dos anos 1940 e 50, com destaque para ‘Gata em Teto de Zinco Quente’ e ‘De Repente, no Último Verão’, de Richard Brooks e Joseph L. Mankiewicz, em que ela interpreta heroínas de Tennessee Williams (e os filmes fizeram história – a anágua de Liz no primeiro, o maiô branco no segundo!). No domingo, o SBT também mostra ‘Gata em Teto de Zinco Quente’ (1 hora, já na madrugada de segunda), mas neste dia o melhor estará no Telecine Cult, que já vinha anunciando ‘Um Lugar ao Sol’ desde o começo do mês (e, portanto, não se trata de uma ‘homenagem’). ‘Um Lugar ao Sol’ é um filme que não me canso de ver e a cena do beijo, com aquela sucessão de closes, me deixa sempre fissurado, mas não é, mesmo entre os de George Stevens, um filme pelo qual tenha especial apreço, ao contrário de ‘Assim Caminha a Humanidade’, que amo. Stevens era um cristão radical, não tinha a compreensão da tragédia humana de um Dostoievski. O personagem de Montgomery Clift é condenado pelo crime de intenção, porque queria matar Shelley Winters, não importando se ela morreu, no limite, num acidente. O filme me desconcerta, mas ‘Um Lugar ao Sol’ é tão rigoroso, tão belo – música e fotografia excepcionais, montagem magistral, Liz deslumbrante – que o olho fica sempre grudado na tela. Liz, Liz, Liz. Acho que fizemos uma edição à altura no ‘Caderno 2’ de hoje. Detesto fazer necrológios antecipados, especialmente de artistas a quem admiro. O texto tem de sair no calor da hora, com emoção. Para quem edita, é sempre preferível já dispor de textos prontos e, por isso, grandes jornais e TVs já deixam o material pronto. Ontem, dava entrevista na Rádio Eldorado quando me disseram que o autor do necrológico de Liz em sei lá que grande jornal (esqueci) morreu antes dela. Com emoção, realmente, é melhor. Os filmes ficam passando e repassando na minha cabeça. Sábado, terei um dia agitado (à noite, viajo para Los Angeles), mas, se der, quero dar uma olhada em ‘Ivanhoé’. Li muitas vezes, em diferentes versões – adaptações, o romance integral -, o texto de Walter Scott. Desde que escrevi no jornal, uma dúvida me atormenta (e eu não pesquisei para esclarecê-la). A garota judia, que Liz interpreta, chama-se Rebecca? Escrevi Rebecca no automático, mas será mesmo? Ajudem-me, por favor.