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Luiz Carlos Merten

05 Outubro 2007 | 10h37

RIO – E o júri presididido por Afonso Beato, grande diretor de fotografia, fez a coisa certa, conforme se viu ontem no encerramento do Festival do Rio 2007. Integrado, entre outros, pelos atores Chico Diaz e Marília Pêra, o júri pode ter deixado de lado filmes importantes – A Via Láctea, O Signo da Cidade, curiosamente, ambos sobre São Paulo -, mas fez escolhas sábias. João Miguel, por Estômago, e Carla Ribas, por A Casa de Alice, tinham de ser os melhores atores (e somente eles), mas o júri ignorou Chico Teixeira e preferiu dar o prêmio de direção a Carlos Miguel, por Estômago, que também ganhou o prêmio do júri popular. Foi, quantitativamente, o grande vencedor do Festival do Rio 2007. Exagero? Pode ser, mas Estômago é muito interessante, como proposta estética e até comercial – embora o diretor possa dizer que é um filme de risco, totalmente imprevisível na bilheteria. Acho que Estômago leva jeito de conquistar a mesma faixa que fez de O Cheiro do Ralo um sucesso do cinema brasileiro mais alternativo.Gostei do filme do Marcos Jorge, e achava que seria um dos ganhadores do Redentor, com Carla e João Miguel, mas estou totalmente de acordo com o Redentor principal para Mutum, de Sandra Kogut, que eu amo. Digo isso mesmo na edição de amanhã no Caderno 2 e, por isso, não insisto agora, para não esvaziar o que vocês vão poder ler no jornal. O bom é que esses três filmes, além de irem para a Mostra de São Paulo, já têm distribuição garantida (e Mutum estréia em 15 de novembro, pela Downtown). Não sei, sinceramente, se votaria em Condor, de Roberto mader, como melhor documentário, mas não me incomoda. Gosto do filme, embora tivesse outros favoritos, filmes bastante diversos entre si, como O Engenho de Zé Lins, de Vladimir Carvalho, e Diário de Sintra, de Paula Gaitán. Não vou ter tempo de postar muita coisa nesta sexta-feira. Estou na sucursal, saindo – tenho alguns assuntos para resolver antes de embarcar, à tarde. Mas quero acrescentar mais um e talvez dois posts.