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Luiz Carlos Merten

18 Dezembro 2007 | 13h00

Não tinha tempo de ler os comentários de vocês sobre meus últimos posts, incluindo o da lista de melhores de 1968 feita por Raymond Benson para a revista ‘Cinema Retro’. Que bom que vocês procuraram e conseguiram localizar a revista na internet, mas fiquei sem saber se ‘Cinema Retro’ ainda existe – afinal, os números de que disponho encerram-se acho que em 2005 (não estou com elas aqui na redação). É como eu disse. A gente pode até contestar as tais listas, mas elas são estimulantes – foram, para mim – e, como a cena do crítico em ‘Ratatouille’, me fizeram embarcar numa viagem ao reencontro daquele tempo. Só quero acrescentar, agora misturando os comentários, que ontem meu amigo Vilmar Ledesma me telefonou. Eu já restava de mala e cuia – nem mala nem cuia, pois foi bate-volta – para ir ao Rio, mas levamos um papo legal e o Vilmar me ligou para dizer uma coisa que acho que vocês vão gostar. Ele comprou numa banca da Av. Paulista, a primeira depois da FIESP, na mesma calçada, sentido Paraíso, o DVD de ‘Os Amores de Uma Loira’, de Milos Forman, por R$ 12,90. Não apenas é um grande filme da fase nouvelle-vague de Forman como poderia estar em qualquer lista de melhores. E é um filme checo, com a beleza visual a que me referi como sendo uma das marcas daquela cinematografia. Aliás, ainda sobre Forman – Ubiratan Brasil me informa que a estréia de ‘Sombras de Goya’ foi antecipada e o filme do Forman estréia nesta sexta-feira. se a estréia se confirmar, vou ter de escrever muito nos próximos dias. Mais do que gostar, fiquei em transe com o filme, que vi no Festival do Rio, numa sessão dupla que foi de lascar. Vi ‘O Assassinato de Jesse James’ e corri para a sala que exibia ‘Sombras de Goya’. Os dois filmes não apenas deram um nó na minha cabeça como se completaram. Depois disso – que noite! -, ainda fui ver ‘Lust, Caution’, mas o filme de Ang Lee não me provocou o mesmo entusiasmo. Revi ‘O Assassinato’ e continuei amando. Quero rever agora ‘Sombras’ e ‘Lust Caution’, que Zhang Yimou presidente do júri que atribuiu ao filme o Leão de Ouro do recente Festival de Veneza amou, segundo me contou na entrevista que fiz com ele e sai amanhã no ‘Caderno 2’. Até agora não tinha tido espaço para publicar minhas entrevistas ciom Zhang Yimou e Gong Li, feitas por e-mail, a propósito de ‘A Maldição da Flor Dourada’, que achei deslumbrantes. Elas saem amanhã e eu ainda vou ficar devendo a entrevista com Chow Yun-fat, com quem falei por telefone e ele me disse coisas muito interessantes sobre a parceria com John Woo que ainda espero poder publicar.

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