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Luiz Carlos Merten

09 Julho 2007 | 18h19

Preparem-se, pois o título tem valor de advertência. Misturei tanta coisa que, na hora de aplicar um título ao post, achei que Camila, uau! – que eu pemnsava, inicialmente, vocês vão entender adiante – ia ser só uma parcela do que vocês vão ler aqui. Vamos à Miscelânea. Antecipo que amanhã terei outro dia complicado. Harry Potter e a Ordem da Fênix estréia na quarta. Só isso, mais os filmes na TV, já me manteria ocupado, mas ainda pedi (e o André Sturm, da Pandora) vai fazer uma sessão para eu rever o novo Resnais, que estréia na sexta – Coeurs. Almoço e vou sei lá para onde para fazer as entrevistas com o pessoal de Saneamento Básico – O Filme. Fernanda Torres, Lázaro Ramos, Jorge Furtado, Bruno Garcia. Falta vocês sabem quem – Camila Pitanga e Wagner Moura, mas esses, se falar, será à noite, na pré-estréia, porque eles gravam cenas importantes da novela Paraíso Tropical, no Rio, e só devem chegar aqui em cima da sessão. Camila, uau! Além do filme do Jorge e da novela, que rendem uma pá de assuntos, ela também está no Poeta da Vila, de Ricardo Van Steen, sobre Noel Rosa, onde faz Ceci, a Dama da Noite. É um filmaço e a Camila está nota 10. Aliás, alguém está me cobrando os filmes nacionais que vamos ver no segundo semestre. Tem o do Jorge, no dia 20, tem Primo Basílio – de Daniel Filho, adaptado de Eça de Queiroz, bem bom –, no começo de agosto e, na seqüência, O Poeta da Vila. Deve estar estourando também o filme de João Moreira Salles sobre o mordomo da família Salles, Santiago, que outro filmaço. Estou citando de memória os que já estão estreando, mas logo vêm o Festival de Gramado e a Première Brasil, no Festival do Rio, onde espero ver a Cleópatra de Bressane que, antes disso, estou certo, estará em Veneza. Chega? Que nada! Tem Serras da Desordem, de Andrea Tonacci, que a crítica independente, lembram-se dela?, premiou como melhor do ano passado, com certeza antecipando-se ao fato de que o filme, por suas características autorais, iria demorar para estrear num mercado como o nosso, tão formatado para Hollywood que o verdadeiro produto estrangeiro é o nacional. E nisso tudo, está periclitando meu sonho de fazer aquele debate sobre Cidade de Deus, cinco anos depois, baseado no fato de que Joel Pizzini, em outro debate, em agosto de 2002 – Estética vs. Cosmética da Fome, a partir da polêmica que o filme provocava, à luz do livro da Ivana Bentes sobre a cosmetização da miséria pelo cinema brasileiro –, achou que era perda de tempo aquela conversa toda porque, segundo ele, o filme do Fernando já estaria esquecido em 2007. A profecia não se realizou e eu adoraria debater o assunto, a exemplo do evento anterior, promovido no Espaço Unibanco, sob a chancela da APCA, Associação Paulista dos Críticos de Arte. O problema é que Fernando Meirelles está no Canadá, preparando os últimos detalhes de Blindness (Ensaio sobre a Cegueira), que começa a filmar no fim do mês. Ele filma no Canadá, no Uruguai e só em setembro volta para São Paulo, para filmar aqui. Agosto vai passar e o Fernando não estará aqui. Vamos ter importantes estréias de filmes brasileiros, mas acho que não poderei debater o caso Cidade de Deus!