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Luiz Carlos Merten

11 Agosto 2010 | 12h23

GRAMADO – Não tenho conseguido mantê-los atualizados sobre o que ocorre aqui no 38° Festyival de Cinema. Mesmo correndo o risco de ser injusto com determinados filmes de que gostei – ‘Bróder’, de Jefferson De, e ‘Cinco Vezes Favela’, que, além de tudo, dialogam de forma tão interessante -, escrevi na edição de hoje do ‘Caderno 2’ que Gramado 2010 efetivamente começou para mim na segunda à noite, com  o duplo ‘chileno’ formado pelo documentário ‘Minha Vida com Carlos’, de Germán Becker, e a ficção ‘Não se Pode Viver sem Amor’, de Jorge Durán. Dois filmes que, por vias diversas, fazem resgates familiares. O diretor chileno busca esse pai que nunca conheceu, pois foi assassinado pela ditadura de Pinochet. No processo, reúne a própria família. O tio que foi para o exílio, o outro, que se exilara no próprio Chile, silenciando sobre a barbárie. A mãe que nunca se casou de novo, convencida de que seria trair a memória de Carlos e tirar o sentido de sua vida e morte. O filme é uma egotrip. Mistura o íntimo e o privado. Chorei demais. Gostei muito. O diretor me deu o DVD do filme e eu espero convencer o Jean-Thomas, da Imovision, ou o André Sturm, da Pandora, de que os cinemas deles – e os cinéfilos paulistanos – merecem conhecer este filme. Revi o filme do Durán, do qual não havia gostado muito no Recife. Tive outra visão dele. Gostei, mas será asssunto para depois. Agora, tem debate sobre ‘O Contestado’. Não quero perder.

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