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Luiz Carlos Merten

08 Dezembro 2007 | 18h59

Acabo de sair do Arteplex, onde assisti a ‘Conduta de Risco’. Fiquei meio desconcertado com o filme que valeu a George Clooney o prêmio de melhor ator do Natioonal Board of Review. Ele está excepcional, mas o filme de Tony Gilroy me pareceu meio desconectado. As peças demoraram para encaixar, embora seja verdade que o final é impactante e todos aqueles minutos em que Clooney nada diz nem faz – nem olha para a câmera -, apenas vai relaxando da excitação provocada por seu golpe de mestre me pareceu muito legal. Xiii, será que entreguei o final? Não, mas de qualquer maneira não quero entrar muito em detalhes. O personagem Michael Clayton é esse sujeito que limpa a m… dos outros. Tudo o que as pessoas fazem de errado ele está a postos para corrigir, cobrando caro. Quando se envolve num caso de irresponsabilidade social – uma empresa que coloca em risco a vida dos consumidores -, nosso homem percebe, finalmente, que vai ter de tomar partido. A idéia é legal, o desfecho é forte, mas ‘Conduta de Risco’ não me convenceu muito. De qualquer naneira, é impressionante ver toda aquela gente do bem – Sydney Pollack como ator e produtor, Steven Soderbergh também como produtor, ou seja, toda a turma aglutinada em torno de George Clooney e que representa hoje a vanguarda progressista de Hollywood. Antes mesmo de ver, o que só descobri nos créditos finais, que Soderbergh fazia parte do grupo, me veio a lembrança de ‘Erin Brockovich, Uma Mulher de Talento’. O filme de Soderbergh, mais simples e direto, deu o Oscar de melhor atriz para Julia Roberts. O de Tony Gilroy é o ‘Erin Brokovich’ de George Clooney. Será que ele leva o prêmio da Academia de Hollywood? Clooney já ganhou como coadjuvante. O de melhor ator só viria consagrar seu mito.