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Luiz Carlos Merten

06 Março 2008 | 14h34

Depõe contra mim, porque esta nota poderia, muito bem, estar no ‘Caderno 2’. Mas acabo de ler no ‘Globo’ que a bilheteria de ‘Onde os Fracos não Têm Vez’ aumentou 143% no primeiro fim de semana após o Oscar. É por isso que posso até nem concordar com o prêmio – raramente acerto, já confessei -, mas não sou louco de ignorá-lo. Sei muito bem a força daquela estatueta dourada ligada ao cartaz de um filme, qualquer filme. No caso dos irmãos Coen, imagino que o boca-a-boca tenha funcionado, alavancando o público do filme. Mas me surpreendi mesmo foi com uma informação de Paulo Sérgio Almeida, diretor da Filme B, empresa que vistoria o mercado no País. Paulo Sérgio cita ‘Menina de Ouro’ como o filme vencedor do Oscar que mais se beneficiou deste aporte no Brasil. Até receber o prêmio, o filme de Clint Eastwood com Hilary Swank havia sido visto por 277 mil e poucos espectadores. Depois, saltou para 855.402 e ultrapassou a barreira do milhão. Paulo Sérgio Almeida acha que ‘Onde os Fracos…’ não chega lá. Fica em 500 mil, por aí. Ele explica que é o tipo do filme que não cola em salas do interior. Por que – pela violência excessiva ou pela boçalidade interiorana que desde ‘Fargo’, principalmente, é um elemento incorporado ao cinema de Joel e Ethan Coen?