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Luiz Carlos Merten

13 Julho 2008 | 12h35

Encontrei o produtor e montador Paulo Sacramento em Paulínia, na quinta, e ele me contou como havia sido boa a sessão de ‘A Reencarnação do Demônio’, o novo Zé do Caixão, na noite anterior. Sacramento admitiu que estava todo mundo ansioso com a exibição do filme – a primeira -, mas ela havia superado as expectativas mais otimistas. Sacramento sabe que José Mojica Marins não é minha praia, mas eu confesso que estou curioso para ver o filme, que todo mundo me diz que é mais nojento do que assustador. Uma, que Marins é referência internacional de cinema de terror e Zé do Caixão, o Coffin Joe, é um personagem tão mítico quanto Antônio das Mortes (Glauber, por sinal, foi dos primeiros a defender Mojica). E dois, agora a dominante, porque ‘A Encarnação do Demônio’ venceu ontem à noite o 1º Festival Paulínia de Cinema. Ganhou seis Meninas de Ouro (seis!), incluindo melhor filme e montagem, do próprio Sacramento. Selton Mello foi o melhor diretor, por seu longa de estréia, ‘Feliz Natal’, e embora não queira ser preconceituoso – e também não vi nenhum dos dois -, que escolha mais esquisita. Fico sempre besta – no Sul, a gente usa a expressão para ‘pasmo’ -, quando vejo júris fazerem escolhas que parecem tão disparatadas. Mas, enfim, vamos lá. Estou louco para ver o filme do Selton e, inversamente, tenho de admitir que não sou muito fã do terror ‘trash’ – ou primitivo? – do Mojica, mas quem sabe ele não me conquista com seu novo filme? Dia 8, se não me engano, nas salas.