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Luiz Carlos Merten

04 Outubro 2006 | 16h07

Meu dia hoje está tão complicado que ainda não tive tempo de postar nada. De manhã, assisti ao novo filme do Daniel Filho, Uma Dose de Uísque e Dois Dedos d’Água, e iniciei uma rodada de entrevistas e matérias para o jornal. Tenho algumas novidades legais. Participei ontem de um debate, na tenda do Festival do Rio na Cinelândia,com Cacá Diegues e Carla Camurati. O tema era Os Melhores Filmes de Nossas vidas e o evento foi organizado pelo site (ou blog?) Melhores Filmes, que fez uma consultoria junto a fontes de referência de todo o mundo e fez uma listagem de mais de 3 mil títulos, que você poderá ampliar, acrescentando seu filme do coração, se por acaso não estiver listado. Cacá disse que é contra listas, mas terminou por fazer a dele. Acrescentou um dado essencial – o melhor filme da vida da gente não é, necessariamente, o mais importante do ponto de vista da evolução da história do cinema. Reconheço a importância que filmes-faróis exerceram (e continuam exercendo) – O Encouraçado Potemkin, Cidadão Kane, Psicose. Mas o meu filme do coração é Rocco, do Visconti. Como são Rocco e Seus Irmãos, com cinco capítulos, brinquei que Rocco é meu melhor filme, do primeiro ao quinto lugar da lista. A partir do sexto, posso citar Rastros de Ódio, do John Ford; Hiroshima, Meu Amor, do Resnais; Rebelião, do Masaki Kobayashi (que ainda não saiu em DVD no Brasil, mas pode ser comprado via Amazon; chama-se Samurai Rebellion). Não é porque Cacá estava na mesa, mas, no quesito cinema brasileiro, um dos meus preferidos é Chuvas de Verão. Reconheço a importância de Deus e o Diabo e Terra em Transe, mas o meu Glauber preferido é O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro. E há um filme nacional que gosto ainda mais – Selva Trágica, o filme viscontiano do Roberto Farias. Quer dizer. Abro e fecho com Visconti. Não sei se vou furar o pessoal dos Melhores Filmes, mas como o bom do blog é a interação, sinta-se à vontade para citar seus melhores filmes. Só não vale contestar. Não estamos discutindo importância, mas preferência. Os meus melhores filmes têm de ser os meus. Acho que contribuem para que eu me conheça e para que as pessoas me conheçam, também.