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Luiz Carlos Merten

19 Junho 2010 | 13h44

Os posts se sucedem. A zebra anda solta nesta Copa. A Sérbia derrotou ontem a favorita Alemanha e os EUA reagiram aos 2 a zero, fazendo 2 e até 3 (mas um gol foi anulado. Não vi o impedimento, mas quem sou eu?) Por uma fração se segundo tive a impressão de que o futebol, o soccer, talvez ainda pegue na ‘América’. Quando vi a imagem daquele garoto norte-smericano na arquibancada, chorando com o gol, pensei – ‘Este é dos meus meus’. A Argentina goleou. Maradona vai desfilar nu em Buenos Aires? Cheguei agora em casa, do Centro, e me havia um pacote da distribuidora Europa. Vi que eram DVDs, mas primeiro acrescentei os posts sobre as comédias romãnticas do Olido, antes de checar o que enviou a Europa. O DVD de ‘Maradona por Kusturica’. Meu colega Luiz Zanin Oricchio escreveu um livro sobre a relação entre cinema e futebol. Não existem muitos filmes sobre o assunto que me interessem. Alguns documentários. ‘Todos os Corações do Mundo’, de Murilo Salles; aquele magnífico filme sobre Zidane; e o ‘Maradona’ de Emir Kusturica. O filme narra o encontro de dois megalômanos ue se assumem como tal. Maradona, cultuado como santo pelos argentinos, acha que é o maior do mundo. Emir Kusturica o toma como personagem para meio que sugerir que ele, Kusturica, e o maior diretor do mundo. Já imagino ‘Veja’ & Cia. falando mal do DVD. Maradona esculhamba o modelo econômico, elogia Fidel Castro. Mas se o cara não é o maior jogador do mundo – Pelé, Pelé, Pelé -, ele é um gênio e Kusturica é outro. Mesmo nos filmes dele de que não gosto muito, existem momentos em que a combinação de música e imagem me deixa siderado. Como este cara consegue fazer sso, vivo me perguntando? ‘Maradona’ tem alguns desses momentos, dessas provocações geniais. Vi o filme só uma vez, em Cannes, naquela supertela. Houve, depois, uma das coletivas mais disputadas da história do festival. Kusturica e Maradona são entertainers, showmen natos. A Europa tenta capitalizar o clima da Copa do Mundo lançando ‘Maradona por Kusturica’. Uma final Brasil versus Argenrtina seria possível, não? Seria de enlouquecer de ver, naquele clima épico do Anhangabaú.

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