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Cultura » Marabá, ainda!

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Luiz Carlos Merten

31 Agosto 2007 | 15h37

Santo Valls! É verdade, o cinema que ficava na extremidade da Rua da Praia era o Central, no qual assistia à produção da PelMex (e onde vi O Cristo de Bronze). No Marabá, que ficava na Cidade Baixa, próximo à casa de uma ex-namorada, via a produção da Art Filmes, alguma coisa da Condor. Agora que o situei no espaço, o Marabá está muito ligado a uma memória do cinema (e da comédia…) italiana, nos anos 60 e 70. Tenho certeza de que houve um período em que a sala tentou funcionar como cinema de arte, e deve ter sido na época em que a Emma viu aqueles filmes, Os Esquecidos e Tristana, mas isso foi mais tarde. Ah, sim. Em reprise ou o quê, tenho certeza de que também vi lá O Sol por Testemunha (Plein Soleil), do Clément, com Delon, o melhor Ripley da tela. E o Marabá ficava muito mais perto do Capitólio, que vai virar Cinemateca em Porto Alegre. Praticamente, a distância de uma praça.