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Luiz Carlos Merten

14 Abril 2012 | 16h08

Aqui estou de novo em São Paulo. Cheguiei hoje pelas manhã e, vejam só, dei uma zapeada e vi que swei lá canal anuncia pára amanhgã à noite, às 8, o Thor de Kenneth Branagh. Gostei do promeirom film,er, do seiu ro9masntismo exacerbado, o heroi separado de sua am,ada por uma ponte no tempo. Entrevistando Chrios Hemsworth, edle me disse que Natalioe Portman está no nopvo filme que começa a rodar em agosto. Mal posso esperar – mas o direror não será Branagh. Vamos ter tempo de conversar sobre isso., Disse que havia comprado um livro que pretendia ler no avião.  ‘My First Movie’ -,uma coletânea de entrevistas com diretores consagrados falando sobre seu primeiro filme. Os Irmãos Coen, Mike Figgis, Mike Leigh, Ken Loach, Pedro Almodóvare. Fiquei sur ma faim, como dizem os franceses. A melhor entrevista é a de Ang Lee, falando de ‘Pushing Hands’ e eu volto ao assunto para tentar explicar por quê.  Havbioa comprado outro livro, ‘Film Noir – The Directors’, outra coletânera, organizada por Alaimn Silver e James Ursini, e esta é uma beleza. Robert Aldrich, John  Branm, Jules Dassin, Andre De Toth, Edward Dmytryk, John Farrow, Felix Feist, John Huston e, claro, Samuel Fuller, Henry Hathaway, Fritz Lang, Joseph Losey, Anthony Mann, Max Ophuls, Otto Preminger, Jacques Tourneur, Joseph Lewis, Orson Welles e Billy Wilder. Dei-me conta de uma coisa. Não conheço tanto quanto gostaria a obra de muitos desses dirtetores/autores. Creio que conheço bem os grandes westerns de Mann – ‘Winchester 73’, ‘O Preço de Um Homem’, ‘Um Certo Capitão Lockhart’, ‘As Fúrias’, muiotos deles contaminados pelo noir -, mas há toda uma obra caracteristicamente ‘negra’, do autor, que tenho de admitir que desconheço. ‘Doutor Broadway’, ‘The Great Flammarion’, ‘Moeda Falsa’, ‘Entre Dois Fogos’, ‘À Sombra da Guilhotina’, ‘Mercado Humano’. Lendo o ensaio de Susan White e Homer Pettey, confesso que me bateu uma tristeza. Para quando uma integral de Mann no Brasil? A verei um dia? Na Barnes and Noble,. em, Los Angeles, arrependo-me, agora, de não haver comprado a edição de colecionador de ‘A Queda do Império Romano’, cheia de extras. Sem Mann, e a admirável sequência final do épico sobre a decadência de Roma – Lucila/Sophia Loren conclamando o povo para resistir – não haveria ‘Terra em Transe’. Leio esse monte de livros sobre Glauber, mas nenhum mata minha fome. Glauber viu o filme de Mann? No arquivo do ‘Estado’, na pasta dele, há uma longa entrevista, da época do lançamento de ‘O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro’ em que Glauber admite quanto deve, na criação de Antônio das Mortes, ao western, mas ele cita principalmente Howard Hawks. O mistério Mann. Seus westerns e épicos – ‘El Cid’, El Cid’, ‘El Cid’ – ajudaram a esculpir, mais que o crítico, o homem, o indivíduo que sou. Como gostaria de ver seus filmes noir!

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