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Luiz Carlos Merten

30 Julho 2008 | 19h13

Tive febre, tremores de frio, e tudo isso num dia em que tinha importantes matérias para redigir – especialmente a entrevista com Daniele Luchetti, diretor de ‘Meu Irmão É Filho Único’. Adorei o filme que reata com a grande tradição humanista do cinema italiano, falando de família e política por meio de uma síntese de ‘Rocco e Seus Irmãos’ e ‘La Meglio Gioventù’. Ontem, encontrei o Rubinho, Rubens Ewald Filho, na sessão de ‘Múmia – A Tumba do Imperador Dragão’ e ele me confessou que estava encantado com o filme do Luchetti. Gostaria de ouvir isso de vocês, também, pois o filme sobre a relação entre irmãos e um deles faz seu aprendizado como padre, fascista e comunista – ‘Il Fasciocomunista’ é o título do romance em que o diretor se baseou -, não sendo caricato em nenhum desses momentos. É o que acho mais bacana no filme. Luchetti não cria estereótipos e consegue entender todos os seus personagens, independentemente da coloração política. Redigi também a entrevista com Gérard Depardieu, feita no estande da Unifrance em Cannes, depois de assistir a ‘Quand J´Étais Chanteur’, de Xavier Giannoli, que aqui se chama ‘Quando Estou Amando’. O filme tem algo de ‘Chega de Saudade’. Um velho cantor de standards romântico se apaixona por uma jovem divorciada (Cécile de France), no quadro de um salão de danças não muito diferente daquele do filme de Laís Bodanzky. Sinto muito, mas vou ter de parar para redigir meu texto sobre a nova ‘Múmia’. Amanhã, espero estar em melhores condições. Me aguardem!