Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

Cultura

Cultura » Mais miscelânea

Cultura

Luiz Carlos Merten

11 Abril 2008 | 11h23

RIO – Cheguei ontem de Los Angeles e mal tive tempo de passar em casa. tive de correr à Redação do ‘Estado’ porque tinha as entrevistas do ‘Estômago’ – o ator João Miguel e o diretor Marcos Jorge e e também o texto de abertura sobre ‘Um Beijo Roubado’, o novo Wong Kar-wai, que estão hoje nas páginas do Caderno 2. À tarde, vim para o Rio, onde fico honje para assistir, à noite, a ‘As Centenárias’, peça com Marieta Severo e Andréa Beltrão, no Teatro Poeira. Na terça – é na terça, não? , Andréa concorre ao prêmio de melhor atriz, no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, por ‘Jogo de Cena’, do Coutinho. Não sei nem quem são os finalistas para o ‘nosso’ Oscar, mas não é porque desdenhe o prêmio, não. Vocês se lembram que, no Oscar, só fui ver a lista de indicados na hora de fazer a reportagem do dia da festa (estava em Berlim quando saiu a tal lista, e mal olhei, mais interessado que estava no ‘Tropa de Elite’). Como ainda não sei quem são as outras indicadas – mas posso apostar que Carla Ribas, de ‘Casa de Alice’, é uma delas, ou não? -, espero não estar sendo irresponsável dizer que seria bacana se Andréa, que já ganhou o prêmio Shell no teatro, ganhasse agora o prêmio do cinema (e por um filme que arma um jogo de cena entre teatro e cinema, realidade e ficção). Acho a Andréa demais no filme do Coutinho, mas, claro, Carla Ribas é imbatível. Fecho parêntese e vou aos comentários sobre o meu último post. Socorro, Ivonete! Perdi a data do meu texto sobre ‘Desejo e Reparação’ ou ainda está valendo? Sobre a ‘Poeira de Estrelas’, claro que adoro Asimov – lembram-se do bate-boca por ocasião da morte de Arthur C. Clarke, maior cientista do que escritor (ou será que me engano?). Deixem-me confessar que estava salvando aquele post quando pensei em voltar e deletá-lo. Afinal, me parecia tão ‘deslumbrado’ pelos astros e estrelas. Mas juro que não sou. Dennis Quaid ficou passando ali pelo meu lado e eu só registrei. Achei muita graça que o Woody Harrelson estivesse de capote – o casaco, não o escritor – e de havaianas, as legítimas! Alíás, soube, não me lembro mais aonde li, que o pai de Woody Harrelson era um hit man, um assassino profissional, personagem que ele interpreta no novo filme (segundo Woody, ele usa essa ferramenta para tentar decifrar o enigma da personalidade do próprio pai). É mole? Agora, confesso, o Jackie Chan eu não resisti. Fiquei encarando, ele riu, e só não fui para cima do cara porque Jackie Chan estava acompanhado, falando chinês não sei se com a secretária ou com a mulher. Achei que seria invasivo demais. O filme dele com o Jet Li pode até ser ruim, mas não vou perder. Concordo que Jackie Chan era melhor na fase pré-Hollywood, mas Jet Li? Achei ‘Cão de Briga’ legal e até ponho fé no ‘Hulk’ do diretor Louis Leterrier – que filmou no Rio – por isso. Não creio, de qualquer maneira, que ele possa ser melhor do que o ‘Hulk’ de Ang Lee, do qual sou um admirador acho que solitário. E a Emily Mortimer? Esta vale um post inteiro (vocês podem dizer que vários, e é verdade). O próximo.

As informações e opinões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Encontrou algum erro? Entre em contato