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Luiz Carlos Merten

17 Julho 2011 | 11h41

Coisa esquisita. Mario Kawai me informa que Miguel Littín esteve presente na exibição de ‘A Viúva de Montiel’ na quarta-feira. Para mim, a informação da assessoria é que ele ia chegar na sexta. Preciso até checar com a Valéria Blanco se ela me disse que ele teve de regressar com urgência por causa da mãe ou se nem veio. Entendi quew ele não tyeria vincdo e, por isso, a entrevista fora cancelada (claro). Littín é um personagem raro (único?) do cinema latino-americano, para mim. Já contou 1001 vezes o impacto que me causou ‘El Chacal de Nahueltoro’ quando vi o filme em Montevidéu, no começo dos anos 1970. Havia ido à capital uruguaia para ver “A Laranja Mecânica’, ue estava propibido no Brasil. Não sei nem explicar como Doris e eu fomos parar naquele sindicato, ou grêmio estudantil, e assistimos ao ‘Chacal’. Fiquei tão chapado que o cult de Stanley Kubrick passou meio anônimo pelos meus olhos. Acompanhei depois a carreira de Littín, entrevistei-o algumas vezes, mas nunca nunca mais vi nada tão bom vindo dele, mesmo achando ‘El Recurso del Método’, adaptado da obra de Alejo Carpentier, e ‘La Tierra Prometida’  bem interessantes. A Doris me deu de presente o DVD de ‘Chacal’, que comprou numa ida a Santiago. Nelson Villagro, que faz o papel, é uma das minhas experiências inesquecíveis no cinema, e não só o latino-americano.