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Cultura » ‘Le Petit Fugitif’

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Luiz Carlos Merten

26 Janeiro 2009 | 11h20

LISBOA – Cheguei ontem a Lisboa. No sábado, depois de acrescentar o post sobre ‘O Mensageiro do Diabo’, fui ao teatro, ver ‘O Doente Imaginário’, de Molière, com Michel Bouquet. Claude Chabrol fez vários filmes com Isabelle Huppert e, agora, Benoit Magimel. Não fez tantos com Michel Bouquet, mas ele é tão marcante em ‘A Mulher Infiel’ que ambos permanecem indesligáveis no meu imaginário. Não havia gostado muito da peça com Fanny Ardant (‘Music Hall’), mas o Molière… Me lembrei do Paulo Autran no ‘Avarento’. Michel Bouquet é da mesma estatura. Uma coisa de louco. Volto ao filme de Charles Laughton. Na saída de ‘O Mensageiro do Diabo’, devia ser tão visível minha cara de êxtase que uma espectadora, uma velhinha, me bateu no ombro e disse – ‘É o mais belo filme já feito.’ Vi que alguém me pediu informações sobre essa lista dos mais belos filmes do mundo. Sugiro que busquem o site do ciné Reflets Médicis, em Paris, que apresenta essa programação – ‘Les Plux Beaux Films du Monde’. Talvez encontrem alguma coisa. De qualquer maneira, volto a Paris na sexta-feira, dia 30 (e fico até Berlim). Vou tentar descobrir mais alguma coisa e aí posto. Só preciso acrescentar outra informação – chamou-me a atenção, na sala, um poster enorme de ‘Le Petit Fugitif’, encimado por uma frase atribuída a François Truffaut. ‘A nouvelle vague não teria existido se Morris Engel não tivesse nos apontado o caminho.’ Nunca tinha ouvido falar no filme e acho que nem do diretor. Aliás, me confundo agora e não sei se não é o contrário, Engel Morris. Preciso checar. De qualquer maneira, descobri na saída de Paris que o tal ‘Petit Fugitif’ reestréia dia 11, em cópia nova. Depois de Berlim, ia voltar diretamente para o Brasil, com passagem por Paris (de novo). Vou ter de ver esse filme, nem que para isso tenha de ficar mais um dia por lá.

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