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Lady Macbeth!

Luiz Carlos Merten

03 Agosto 2017 | 00h15

Praticamente emendei ontem a entrevista de Andy Sekis – que está no Caderno 2 desta quarta – com Jesuíta Barbosa e Ísis Valverde, de Malasartes. Hoje pela manhã vi Lady Macbeth e no meu imaginário o filme de William Oldroyd virou uma síntese de A Vida de Uma Mulher, de Stephane Brizé, com O Nascimento de Uma Nação, de Nate Parker. Estava indo para a cerimônia de encerramento do Festival Latino, mas confesso que ver um pouco da votação no Congresso me deprimiu. Desisti. Fui jantar, e encher a cara. Não quero convencer ninguém de nada, mas na minha modesta avaliação nunca descemos tão baixo como com Temer. Esse sujeito é uma aberração. E aquele congressista que tatuou o Temer no corpo… É de vomitar. Fiz a capa de amanhã sobre O Filme da Minha Vida. Selton Mello! O filme tem imagens de Rio Vermelho, de Howard Hawks, e usa na trilha uma velha canção de Charles Aznavour. Hier encore. ‘J’avais vingt ans, je caressais le temps, j’ai joué de la vie/Comme on joue de l’amour et je vivais la nuit/Sans compter sur mes jours qui fuyaient dans le temps…’ O curioso é que, ao redigir essa letra – está no jornal -, me veio, como um raio, outro clássico da canção romantica francesa. Sacha Distel. Quand on c’est connus… ‘Alors tu verras/tout comme autrefois/tu seras ma prisionnière/L’amour nous tiendra, sous la même loi/ce sera pour la vie intière…’ Todas essas músicas passam na minha cabeça como filmes. A juventude, o tempo. Vi filmes que me desconcertaranm – O Candidato, de Daniel Hendler – e outros dos quais gostei muito no Festival Latino. Más Companhias, de Claudia Huaiquimilla; Rei, de Niles Atallah; e Vida de Família, de Cristian Jimenez e Alicia Scherson. E ontem, quarta – já estamos na quinta -, entrevistei Davi Pretto, diretor de Rifle, que eu adoraria ter premiado no Festival de Brasília do ano passado. Preciso dormir. Daqui a pouco tem Valerian e, na sequência, a entrevista com Luc Besson.