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Luiz Carlos Merten

18 Julho 2010 | 10h36

Havia salvado o post anterior e estava fechando o computador quando me deu de olhar os comentários recentes. Encontrei os dois do Fábio Negro sobre ‘Inception’. Desde o México, a junkett em Cancún, que colegas jornalistas me falam do filme. Agora, em Budapeste, meus companheiros de viagem – um irlandês, um italiano e um espanhol -, também cantavam loas ao Christopher Nolan. O cara é f… Não gostei muito de ‘Memento’ nem ‘Insônia’, mas os dois ‘Batman(s)’ dele são a prova – se é que ainda precisava – de que há vida inteligente no cinemão. Em Frankfurt, na ida para Budapeste, comprei no aeroporto o número deste mês da revista francesa ‘Studio’, com Leonardo DiCaprio na capa. Tem uma grande entrevista do Nolan falando justamente sobre cinema de arte e de massas, genial, mas eu prometo transcrever o trecho em que ele fala de suas fontes de inspiração. Ridley Scott, Nicolas Roeg, Stanley Kubrick, Terrence Malick. E o maior filme noir de todos os tempos, segundo ele, ‘A Marca da Maldade”, de Orson Welles – na França, chama-se ‘La Soif du Mal’, A Sede do Mal. Estou nos cascos para ver ‘Inception’ (A Origem, é isso?). O filme é, ao mesmo tempo, de espionagem e ficção científica. O título se refere ao poder de ‘extração’ dos sonhos e, portanto, dos segredos, de que dispõem DiCaprio e sua equipe. Ladrões de sonhos? A coisa promete…