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Luiz Carlos Merten

02 Outubro 2009 | 11h20

RIO – Tenho feito algumas entrevistas bem interessantes aqui no Festival do Rio. Ontem, conversei – foi isso mesmo, uma conversa, pois ainda não havia visto o filme dele, Khamsa – com Karim Dridi. o Diretor de ‘Pigalle’, ‘Bye-Bye’ e ‘Cuba Sí’ me parece um caso muito interessante do cinema francês, por sua mestiçagem (é meio árabe, meio francês), mas principalmente por esse olhar meio oblíquo que lança sobre personagens à margem. O novo filme de Karim Dridi conta a história de um garoto cigano e ele me contou que, desde ‘Pixote’, há 27 anos, sonmhava com esse filme sobre a infância marginalizada e violenta. Quando ‘Khamsa’ ficou pronto – e o filme teve ótimas críticas na França -, Karim mostrou-o, em primeiro lugar, a Tony Gatlif, cineasta francês que possui ascendência cigana. Queria estar preparado para o que diriam os jornalistas e o público em geral. Tony gostou (muito) e Karim relaxou. Ele me antecipou uma história bem legal. No ano que vem, filma no Brasil. Karim Dridi já vreio ao Brasil algumas vezes, inclusive à Mostra de São Paulo, e pegou essa fascinação pelo País, adaptando para cá uma história (real) que se passa, originalmente, no México. Uma francesa que participou de um assalto na Europa fugiu para a América Latina e reconstruiu sua vida, com nova identidade, mas a polícia francesa nunca desistiu de procurá-la e agora, faltando poucos dias para a prescrição do crime, o cerco está se fechando (sem que a protagonista saiba). Karim pretende rodar com uma grande atriz – uma estrela – francesa. Disse-me quem é sua aposta, mas pediu que ainda não divulgasse. Tomara que dê certo, pois é um nome quente. Ele também disse que está de olho em Matheus Nachtergaele para integrar o elenco brasileiro. Karim ainda não havia falado com Matheus, mas o admira muito como ator. Sugeri que veja o longa de Matheus como diretor, ‘A Festa da Menina Morta’, e lhe disse que vai gostar mais ainda. Vou ver ‘Khamsa’ hoje. As referências são boas. Mas admito que vou ter um dia corrido. Daqui a pouco, tenho de ver ‘Natimorto’, de Paulo Machlçine, para poder mediar o debate à tarde. Vocês viram ontem o debate de ‘Sonhos Roubados’ na internet? Foi bem bacana, e estava cheio.