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Luiz Carlos Merten

08 Junho 2008 | 18h23

Francisco Sobreira me puxa as orelhas e cita um grave erro de informação, dizendo que num de meus textos recentes, citando Tony Richardson, digo que ele foi casado com Audrey Hepburn. Jura? Fiquei com preguiça de procurar e, além do quê, erro, ainda mais em blog, é para ser assumido, porque sempre gera comentários e os comentários geram novos posts. Mas será que cometi mesmo tamanho deslize? Logicamente, sei que Tony Richardson foi casado com Vanessa Redgrave e Audrey Hepburn com Mel Ferrer (que morreu no outro dia, curiosamente, também aos 91 anos, como Dino Risi). Acho que a interceptação dos assuntos ocorreu num dos posts sobre Sidney Lumet, quando falava sobre Albert Finney, que ‘engole’ Philip Seymour Hoffman neste não-muito-bom ‘Antes Que o Diabo Está Morto’. Lembro-me que ao falar sobre Finney citei alguns filmes dele – ele foi o Tom Jones de Tony Richardson e o marido de Audrey Hepburn em ‘Um Caminho para Dois’, de Stanley Donen. Será que a confusão foi minha ou produto de uma leitura apressada? Finney, na ficção, e não Richardson, na realidade, foi casado com a bonequinha de luxo. Procurem, digam-me e teremos mais posts! Quanto ao Régis, ‘Longa Jornada Noite Adentro’, que Lumet adaptou de Eugene O’Neill, é muito teatral, sim, mas na minha lembrança eu não gosto muito do filme, embora ache seu elenco – e Katharine Hepburn em especial – uma coisa de louco. Sempre me lembro de uma coisa que a crítica Pauline Kael disse em seu making of de ‘O Grupo’, outro bom Lumet, adaptado de Mary McCarthy. Ela conta que assistiu a ‘Longa Jornada’ e a ‘O Grupo’ com o próprio Lumet e, em a,mbos, ele ria em momentos muito inapropriados, o que a levava a suspeitar de que ele talvez não tivesse entendido os próprios filmes. Independentemente de pensar (ou não) como Pauline, a história é divertida. ‘Longa Jornada’ não me pega, mas o elenco…