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Luiz Carlos Merten

02 Março 2009 | 23h45

Depois do perfil na revista Imprensa, ganho agora entrevista de quatro páginas no Jornal da ABI, órgão oficial da Associação Brasileira de Imprensa, assinada por Francisco Ucha e Marcos Stefano. A chamada de capa, com direito a foto, é ‘Luiz Carlos Merten, Cinéfilo tem o direito de se emocionar’, mais a linha de apoio – ‘Com alma de repórter que devassa sets de filmagens, o crítico do Estadão admira tanto Glauber Rocha como Indiana Jones’. E dentro – ‘Um crítico com alma de repórter’, mais ‘Humilde, ávido por informação e fanático por cinema, ele ama o ambiente da redação e confessa que cinéfilo tem, também, que se emocionar’. Pode parecer a negação da tal humildade, mas, gente, o que é isso? Virei fonte, agora? Ser tema de reportagens em jornais e revistas cuja matéria-prima é o jornalismo é uma coisa que me lisonjeia. E eu não posso deixar de pensar em todas as pessoas que foram importantes na minha formação. Nos amigos, jornalistas ou não, que se foram e carrego comigo. Confesso que por maiores que sejam, ou tenham sido, os imbroglios na minha vida, sinto-me um privilegiado porque faço o que gosto, recebo por isso e ainda ganho reconhecimento. Não é o máximo? Estou redigindo este post em casa, no quartinho que transformei na minha biblioteca. Isso aqui é a maior zona, com centenas, talvez milhares de livros de cinema (nunca contei), mais as revistas que coleciono e os DVDs. Estou virando compulsivo, com a idade. Nem me preocupo em tentar ver todos os filmes que possuo, mas não resisto quando vejo um título raro, ou que me agrada, em lojas especializadas. Com livros e revistas é a mesma coisa. Compro sem vacilar! Virei-me agora e estão lado a lado, na estante, sem classificação por gênero nem ordem alfabética, os DVDs de filmes como ‘Canhões de Navarone’, o ‘Drácula de Bram Stocker’, ‘Rebeldia Indomável’, ‘Carta de Uma Desconhecida’, ‘Grande Hotel’, ‘O Pequeno Rincão de Deus’, ‘Robin e Marian’, ‘Shakespeare Apaixonado’, ‘Falcão Negro em Perigo’, ‘À Meia-LuZ’, ‘Depois do Vendaval’, ‘Sapatinhos Vermelhos’. Tudo tão disparatado, mas se vocês me pedissem garanto que conseguiria achar um mínimo denominador comum e relacionar todos esses filmes num único texto, fazendo pontes que iria descobrindo na hora. O cinema é realmente minha paixão, minha profissão e é um campo inesgotável. Tomara que continue sempre assim para mim. Desculpem-me pelo post, mas não podia deixar de fazer referência à matéria do jornal da ABI. Ela tem a minha cara, para vocês gostarem ou não.