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Luiz Carlos Merten

07 Janeiro 2008 | 12h26

Meu colega Bira, Ubiratan Brasil, me conta que foi ver ontem ‘Meu Nome não É Johnny’ no Unibanco Arteplex e a sala estava cheia. No final, a maior fila do conjunto de salas do Arteplex era para a próxima sessão do ‘Johnny’. Meu outro colega, o Elias, também conta que foi ver o filme de Mauro Lima no Shopping Tatuapé e a sessão de novo estava lotada. O que isso quer dizer? ‘Johnny’ poderá arrebentar como primeiro grande sucesso de bilheteria do cinema brasileiro em 2008? Janeiro tem sido uma boa data para o cinema nacional. ‘Se Eu Fosse Você’, ‘A Grande Família’, todos estrearam em janeiro e foram muito bem. Claro, os filmes tinham apelo, e tudo o mais, mas esta data está se revelando boa para o cinema nacional. Em 1º de fevereiro, a Fox e a Total prometem ‘Sexo sem Amor’, do Wolf Maya, em cima do carnaval. Vamos lá! Sobre o Johnny, quero contar aqui uma coisa que não tive espaço de contar na entrevista com Selton Mello e João Guilherme Estrela que foi capa do ‘Caderno 2’ na edição de sexta. Selton diz que, ao contrário do Daniel Oliveira em ‘Cazuza’, ele teve sorte, ao criar o primeiro personagwem real – e vivo – de sua carreira, de que João Guilherme não seja tão conhecido do grande público a ponto de criar uma expectatiova na platéia. Selton criou o ‘seu’ João Guilherme com toda liberdade, mas uma coisa ele conta e eu achei interessante. Ele só foi ao João Guilherme para tentar entender uma coisa, a reação dele no tribunal. O resto tudo podia ser ficcionalizado, mas aquilo ali era tão a essência do personagem, para o Selton, que ele foi bater na porta do João Guilherme. Vocês já viram o filme? Gostaram? Acham que é a resposta da classe média à acusação de José Padilha em ‘Tropa de Elite’, segundo a qual ela, a classe média, financia o tráfico?