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Joel, Ethan e Fritz

Luiz Carlos Merten

15 Abril 2008 | 09h50

Saymon me recrimina por pegar pesado com os irmãos Coen, de quem ele deve gostar muito mais do que eu. Mas eu não desgosto de Joel e Ethan (pessoalmente, o segundo é mais simpático), só me aborreço quando acho que supervalorizam a dupla. Já os entrevistei algumas vezes – por ‘Na Roda da Fortuna’, ‘E aí, Meu Irmão, Cadê Você’; ‘Matadores de Velhinhas’ e, no ano passado, por ‘Onde os Fracos não Têm Vez’, sempre no Festival de Cannes – e os acho interessantes, inteligentes. Concordo que ‘Gosto de Sangue’, ‘Miller’s Crossing’ (Ajuste Final) e ‘fargo’ sejam grandes filmes, mas tenho minhas dúvidas quasnto a ‘Barton Fink, Delírios em Hollywood’, que foi justamente o filme respomnsável pela consagração dos Coens, em Canneas. Ganhou tudo naquele ano – melhor filme, direção, ator, o que levou a uma mudança nas regras para impedir que o fenômeno se reproduzisse. ‘E aí, Meu Irmão’ é legal – a reinvenção da Odisséia -; ‘Matadores de Velhinhas’ é ruim – mas eu gosto da idéia do corvo, que me remete, muito pessoalmente, ao Kaos de outros irmãos, os Tavianis -; ‘O Homem Que não Estava Lá’ é meia-boca. Reconheço que existe uma diferença entre o mal no cinema de KLang e no dos Coens. Não estopu equiparando. Estou comparando e dizendo o que prefiro. quando o Saymon diz, então, que a praia fdops Coens não é o noir – mas era em ‘O Homem Que não Estava Lá’ – e sim o neo-western, citando ‘Os Desajustados’ e ‘Hud, o Indomado’, as coisas pioram ainda mais . Huston, Ritt tinham eu acho o que falta para Joel e Ethan. Vivência. Mas, enfim… Adoraria que eles mne surpreendessem MESMO, como já fizeram. Só quero voltar a Lang rapidinho, misturando alhos com bugalhos, para relatar uma coisa interessante sobre ‘Rancho Notorious’. Lang teve todos aqueles problemas com Marlene Dietrich e o produtor (Howard Hughes ou algum de seus prepostos) ainda remontou o filme. Na entrevista para Bogdanovich – no livro ‘Fritz Lang in America’ -, o mestre interroga-se. ‘A quem poderia reclamar?’. E ele diz a frase genial – ‘Não existe direito de autor para o diretor em Hollywood’. É tão forte que Bogdanovich deu este título a um capítulo importante de seu livro.