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Luiz Carlos Merten

01 Julho 2007 | 22h17

Não, não era Catherine Spaak. A Nausicaa de Florestano Vancini em Enquanto Durou o Nosso Amor (La Stagione del Nostro Amore) era Jacqueline Sassard, com quem se casou Valerio Zurlini – e ela foi atriz em alguns filmes dele, como Verão Violento e Le Soldatesse.Jacqueline era linda e, numa certa época, por volta de 1960, alternava-se com Catherine Spaak como o rosto da juventude italiana no cinema. Jacqueline foi a Guendalina de Alberto Lattuada, que depois fez I Dolci Inganni (Amantes e Adolescentes) com Catherine Spaak. Os dois filmes expressam o mal-estar da juventude diante do mundo adulto (que, em geral, não é tão adulto assim). Valeu procurar no Google a informação sobre Enquanto Durou o Nosso Amor porque descobri uma coisa de que não me lembrava, ou melhor, que nem sabia – o filme de Vancini recebeu o prêmio da crítica no Festival de Berlim de 1966. Como uma coisa leva a outra, volto a Zurlini e a Verão Violento, cujo DVD recebi da Versátil há um par de dias. Além de todos os elogios que já fiz e farei ao filme – a cena em que Eleonora Rossi Drago e Jean-Louis Trintignant dançam Temptation é de um erotismo de ressuscitar cadáver -, tem uma coisa que acho que nunca falei. A música é de Mario Nascimbene. É maravilhosa. O cinema italiano foi/é tão dominado por compositores como Nino Rota e Ennio Morricone, que foi a estrela do primeiro Música em Cena, que a gente até se esquece de outros grandes compositores. Piovani, que fez a música dos melhores filmes dos irmãos Taviani; Mario Nascimbene. Vejam (e ouçam) Verão Violento e depois me digam se exagero.