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Na Natureza Selvagem

Luiz Carlos Merten

04 Novembro 2007 | 10h59

Ainda não sei o que vou assistir hoje na repescagem das Mostra, nem se vou ver alguma coisa. Quero ver teatro, a ‘Orestéia’, hoje no fim da tarde e são três horas de espetáculo. Ontem assisti a ‘Em Paris’, no CineSesc – adoro o filme de Christophe Honoré -, mas na seqüência não revi o ‘Canções de Amor’ (do qual também gosto). Saí e voltei para ver ‘Into the Wild’. Reencontrei o Zanin, meu colega Luiz Zanin Oricchio, e a Maria do Rosário Caetano, que não arredaram pé e assistiram a uma sessão tripla. Rosário amou ‘Canções de Amor’ e até tirou sarro – Louis Garrel virou ícone gay? Como dizia o Rodrigo Santoro sobre o travesti de ‘Carandiru’ – um ator tem de ser muito macho para fazer certos papéis… Louis Garrel é muito bom. E o Romain Durys? A cena final ao telefone, quando ele canta, é uma coisa de louco. Quanto ao ‘Into the Wild’, que venceu o prêmio do público… Achei o filme do Sean Penn – que vai ter no Brasil o título acima – impressionante, mas o tempo todo me bateu uma nóia e eu fiquei pensando – ‘como essa m… vai acabar?’ Quando acabou, do jeito que acabou – e não conto como, embora a história seja real e os fatos devam ser conhecidos; eu é que não sabia -, fiquei não apenas desconcertado como me senti ‘ludibriado’. Me bateu que, para chegar àquilo, a história teria de ter sido contada de forma diferente, embora Penn, que também é roteirista, forneça certas chaves – a voz da irmã como narradora, superpondo-se à de Emile Hirsch. Justamente o Emile. É papel para Oscar, mas ele é tão jovem e a academia indica garotada para melhor coadjuvante. Protagonista é mais difícil. Será que Emile ganha a indicação? Espero que sim.