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Luiz Carlos Merten

17 Março 2011 | 14h17

Num comentário no post sobre o Japão, meu amigo Marcelo Magalhães sugere que eu vá à Bíblia, e dá um ‘endereço’ do Evangelho de Mateus, para que eu entenda o que se passa por lá ( e ainda vem coisa pior, sugere o Marcelo). A Bíblia foi tão reescrita ao longo da história que eu tendo a desconfiar da infalibilidade da palavra nela contida. Sinto-me muitas vezes como um daqueles personagens bergmanianos, pastores inclusive, que blasfemam contra Deus (e seu silêncio). Agora mesmo, não resisto a um pensamento que me parece tétrico. A tragédia japonesa veio na hora para Khadafi, retirando o foco da Lìbia num momento em que a comunidade mundial estava toda voltada para a resistência contra a ditadura de Muamar. Vejo hoje nas capa dos jornasis que o filho de Khadafi anuncia a vitória definitiva sobre os rebeldes em 48 horas. Tremo só de pensar no que poderá estar acontecendo na Líbia. Enquanto isso, Deus… Ah, sim, eu entendo. Ele deve estar nos permitindo exercermos nosso livre arbítrio.