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Luiz Carlos Merten

14 Maio 2008 | 17h02

CANNES – É quase 10 da noite e eu preciso jantar, porque o dia de amanhã vai ser corrido. Começará com ‘Leonera’, do Trapero, e na seqüência vou entrevistar Julianne Moore. À tarde tenho de ver ‘Three Monkeys’, de Nuri Bilge Ceylan, e ‘Tokyo’, filme em episódios de Bong Joon Ho, Leos Carax e Michel Gondry. E à noite, na abertura da seção Cannes Classics, em homenagem a Maio de 68, quero ver a versão restaurada de ‘Peppermint Frappé’, de Carlos Saura, que foi justamente o filme interrompido há 40 anos, quando Truffaut, Godard, Malle e Polansky, entre outros, solidários com o que ocorria em Paris, paralisaram o festival. Tenho certeza de que vocês gostariam de estar aqui – não seriam cinéfilos de coração, se não quisessem. Antes de encerrar, quero dizer que, em outra homenagem, Cannes, na segunda-feira, vai projetar, no Grand Théâtre Lumière, o média ‘Douro, Faina Fluvial’, em homenagem ao centenário de Manoel de Oliveira, que se comemora em dezembro. E, ah, sim, já que falei na montée des marches, para vocês não ficarem achando que é pura frivolidade – todo mundo desfila sob o olhar de Ingrid Betancourt, a franco-colombiana que há quatro anos é refém das Farc, Ela foi seqüestrada em 2002 e há quatro anos Cannes participa da campanha por sua libertação.