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Luiz Carlos Merten

08 Julho 2012 | 13h36

Heitor Carneiro, filho de meu amigo Dib Carneiro, fez uma observação das mais pertinentes. Ele foi ver ‘O Espetacular Homem Aranha’ e gostou, mas observou que o filme de Marc Webber é bom como proposta de recontar a história de Peter Parker. Se fosse uma sequência, seria fraco. Não havia pensado exatamente por esse lado, mas faz sentido e sim, pode ser. A indústria conta sempre as mesmas histórias e Marc Webber, de ‘500 Dias com Ela’, radicaliza, reiniciando a trilogia do Homem-Aranha. Tudo igual, ou quase, menos a heroína e o vilão, e os efeitos que são melhores, e o garoto, Andrew Garfield, que é ótimo. Ia escrever – que é melhor do que Tobey Maguire, na trilogia de Sam Raimi, mas agora estou em dúvida. Pela manhã, estava saindo de casa, para vir ao jornal. Dei uma zapeada na TV paga e estava começando o primeiro ‘Homem Aranha’ de Raimi. Vou ver um pouco, pensei. E o pouco foi aumentando, virando muito, eu não conseguia desgrudar da TV. Adorei ‘O Espetacular Homem Aranha’, mas a reprise me permitiu revalorizar a versão de Sam Raimi. É boa demais, e o elenco… Tobey, Kirsten Dunst, James Franco. A surpresa – quando Peter Parker improvisa a fantasia de Man Spider para enfrentar o lutador na arena, a funcionária que faz as inscrições tenta demovê-lo, dizendo que será massacrado. Ela é – não me lembrava – Octavia Spencer, que ganhou o Oscar de coadjuvante deste ano por ‘Histórias Cruzadas’. Gostei de Sally Field como a ‘tia’, mas a humanidade de Rosemary Harris no elenco de Sam Raimi é uma coisa notável, não só a dela, a de Cliff Robertsdon, como ‘uncle Ben’, também.