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Luiz Carlos Merten

15 Outubro 2007 | 16h14

Mais um post sobre ‘Piaf – Um Hino ao Amor’, o terceiro. Fui aos arquivos do ‘Estado’, tentando matar a charada da suposta bissexualidade de Edith Piaf, que teria tido – na versão musical com Bibi Ferreira – um affair com Josephine Baker. Lendo todos os textos sobre as biografias (muitas) da cantora encontrei em pelo menos duas delas referências justamente a isso – à suposta bissexualidade de Piaf. A fonte, segundo um dos livros – o do casal Marc e Daniele Bonel –, seria Maria Riva, a filha de Marlene Dietrich, que sustentava que Piaf e sua mãe teriam sido amantes, exibindo fotos em que aparecem se beijando na boca. Marc e Daniele dizem que era costume da época e que Marlene beijava todo mundo na boca, o que autorizaria pensar que toda Paris foi para a cama com ela. Edith, segundo seus biógrafos, gostava era de homem. A biografia dos dois é barra-pesada na abordagem da prostituição, de onde viriam a dependência da morfina e o hábito, nada salutar, de ela gostar de apanhar dos amantes, exigindo que batessem nela. Eu, hein? O filme omite muitas dessas coisas, mas tem a cena do encontro de Piaf com a grande Marlene. Encontrei também o texto de um professor de língua e literatura da USP em que ele coloca em discussão os exageros do canto de Piaf. Segundo o autor, ela cantava tudo igual, como se fosse mais importante do que as canções. Sabem de uma coisa? Vou ver ‘Piaf’ de novo. Desde o Festival de Berlim, em fevereiro, vi o filme duas vezes no cinema e quatro vezes em aviões – se bem que, neles, os filmes são sempre editados e a gente nunca assiste à obra completa e sim, a uma versão reduzida.

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