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Luiz Carlos Merten

16 Junho 2008 | 16h01

Fui comentar com o Zanin, meu colega Luiz Zanin Oricchio, o filme ‘1958’ e perguntar para ele, que entrevistou o diretor, quem é José Carlos Asberg. Zanin me disse que a origem do cara está no jornalismo, não no cinema, mas a estrutura do documentário – aquela coisa de partir do jogo decisivo, contra a Suécia, e do fantasma do vexame de 1950 –, desencadeando idas e vindas no tempo, me pareceu bem cinematográfica, bem interessante. Zanin comentou uma coisa que não vou antecipar porque acho que será o tema da coluna dele de amanhã, no Esportes do Estadão. Não sou louco de furar o autor da descoberta, mas é muito legal. Falamos no Didi, no príncipe Didi, e veio, tanto para mim quanto para ele, a figura de Guiomar. Didi era um aristocrata negro, um lorde. Tinha aquela mulher branca e forte, uma guerreira. A mulher do Didi foi – eu acho – o 12º jogador daquela seleção. Hoje, com raras exceções – não estou criticando ninguém, só constatando –, mulher de jogador é celebridade por tabela e muitas até se utilizam do trampolim para se ‘lançar’ (entendam como quiserem). Virou um circo. Naquela época não era nada comum, e a Guiomar foi à Suécia por uma deferência especial, porque sem ela o Didi não teria sido o magnífico jogador que foi, o melhor daquela Copa (em que explodiram, para o mundo, Garrincha e Pelé). Eram outros tempos, outros jogadores, outras mulheres. Até nisso…

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